Use este identificador para citar ou linkar para este item:
https://repositorio.unimontes.br/handle/1/1210
Título: | Desigualdades e reconhecimentos: memórias de uma escrita feminina e afro-brasileira |
Autor(es): | Barbosa, Cristiane Diniz |
Orientador(ra): | Barbosa, Cristiane Diniz |
Membro(s) Banca: | Cardoso, Antônio Dimas Jones, Kimberly Marie |
Palavras-chave: | Literatura Brasileira – Escritoras – Memórias;Escrita feminina - Mulheres na Literatura;Literatura afro-brasileira;Reconhecimento social. |
Área: | Ciencias Sociais Aplicadas |
Subárea: | Servico Social |
Data do documento: | 2014 |
Resumo: | A pesquisa que se apresenta é frutescência de um intenso processo de compreensão acerca do campo de visibilidade versus invisibilidade. Esse contraste circunscreve os sujeitos em uma ferrenha luta por reconhecimento, e compõe uma vasta trama narrativa. Narrativa de vidas sofridas, de vidas que passam desapercebidas, tal qual o estatuto de cidadão que é negado a esses indivíduos. O grito poético-político de Conceição Evaristo, por meio da sua protagonista, Ponciá Vicêncio, reveste-se dessas impressões, dessas vozes-mulheres negras não ouvidas, silenciadas. O objetivo é compreender esse viés da busca por reconhecimento social dos sujeitos marginalizados e como se processa essa luta da protagonista que também é uma luta coletiva. O primeiro capítulo traz, para o centro, reflexões acerca do reconhecimento social, da (re)atualização do conceito hegeliano e, em especial, traz perspectivas como a de Axel Honneth e Jessé Souza. Essa primeira parte, também, dá destaque para autores que vivenciaram as ausências de reconhecimento, os ditos “emparedados” na literatura brasileira. O segundo capítulo, por sua vez, visa contextualizar e exemplificar a discussão, assim como apresentar fragmentos que sustentem esta análise. A constatação, por meio das memórias da escritora, Conceição Evaristo, possibilita narrar a história do seu povo, resgatar uma matriz africana e almejar caminhos outros que não os da submissão e exploração colonizadora. Por esse momento, já é possível pensar, por meio da palavra (ação) arendtiana, em construir uma outra perspectiva de reconhecimento, o que será intuito do capítulo terceiro. Nessa direção, observa-se que o mal-estar na atualidade carrega consigo a aceleração do tempo, brutaliza a vida cotidiana e aumenta os processos de (in)visibilidade social. Vive-se um tempo sem experiência, sem memória, vazio e distante de todo fazer criativo. Resgatar, novamente, o reconhecimento implica em responsabilidade ética com o mundo, que é a responsabilidade com os outros. Essa conquista, também, dar-se-á por meio da arte. O barro-arte de Ponciá e a escrita-vivência de Evaristo possibilitam a valorização dos diversos sujeitos que compõem a cena pública das relações sociais. Este estudo suscita semelhantes reflexões, através de uma pesquisa bibliográfica e documental, conforme se observa a seguir. |
URI: | https://repositorio.unimontes.br/handle/1/1210 |
Aparece nas coleções: | Teses e Dissertações |
Arquivos associados a este item:
Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
---|---|---|---|---|
Barbosa, Cristiane Diniz_Desigualdades e reconhecimentos memórias_2014.pdf | 837,68 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.