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Título: Inserção do estudante de medicina no serviço da saúde : a percepção dos profissionais das Equipes de Saúde da Família
Autor(es): Caldeira, Érika Soares
Orientador(ra): Rodrigues Neto, João Felício
Leite, Maisa Tavares de Souza
Membro(s) Banca: Caldeira, Antônio Prates
Batista, Nildo Alves
Carvalho, Sílvio Fernando Guimarães de
Caldeira, Roseane Durães
Palavras-chave: Educação médica;Saúde da Família;Saúde Coletiva;Pesquisa Qualitativa
Área: Ciencias da Saude
Subárea: Saude Coletiva
Data do documento: 2010
Resumo: Há um movimento de mudança na formação médica impulsionado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), o Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-saúde) e o Programa de Incentivo a Mudanças Curriculares nos Cursos de Medicina (Promed) recomendando a inserção do estudante de medicina no cenário de prática desde o primeiro período do curso, com ênfase na Atenção Primária à Saúde (APS). Este estudo objetivou compreender as potencialidades e dificuldades da inserção dos estudantes de medicina em Equipes de Saúde da Família (ESFs) através das publicações dos últimos cinco anos e da percepção dos profissionais destes serviços. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros em 24/10/08, nº 1240/08. Foram selecionados artigos da base de dados Scientific Eletronic Library (SCIELO) do período de 2005 a 2009, além de documentos relacionados aos objetivos deste estudo. Profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) de Montes Claros, Norte de Minas Gerais foram ouvidos através da técnica de grupo focal. O instrumental metodológico utilizado foi a síntese narrativa dos dados quantitativos, a integração interpretativa dos resultados qualitativos dos estudos selecionados e análise do discurso dos profissionais das ESFs. Nota-se um número crescente de publicações nesta área. Algumas escolas médicas brasileiras já apresentam mudanças inovadoras em seus currículos no sentido das DCN, mas observam-se dificuldades na integração dos estudantes ao serviço e à comunidade e percebe-se que os currículos, docentes e o serviço precisam continuar se transformando para que sejam alcançados os objetivos de formação de profissionais mais humanos, capacitados para o trabalho em equipe e na APS. A partir dos três grupos focais, construíram-se as seguintes categorias: integração ensino-serviço-comunidade; funcionamento do serviço e formação médica. Os profissionais percebem a necessidade do trabalho interdisciplinar e orientado na comunidade, mas ainda têm a visão de serviço de saúde centrado no médico. Verificou-se que, através de uma maior integração dos estudantes com a equipe e com a comunidade, pode-se obter um serviço mais efetivo e de qualidade, aumento da satisfação dos profissionais e diferencial positivo na formação dos estudantes. Para que essa integração ocorra, é importante construir a imagem do médico/estudante de medicina como integrante da equipe de saúde. Neste processo, é necessária uma reversão do paradigma construída pelo diálogo entre os centros-formadores, os serviços e a comunidade para a efetivação das mudanças no ensino e na prática de saúde com a valorização do trabalho nas ESFs. A inserção do estudante neste cenário pode catalisar este processo. São necessários novos estudos abordando a visão de outros atores deste processo: gestores, professores, estudantes e usuários para melhor compreender os resultados da inserção dos estudantes de medicina nos cenários de prática da APS.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2073
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