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Título: Rupturas e permanências históricas da assistência à saúde ao louco em Montes Claros/MG
Autor(es): Silva, Cynara Rodrigues Soares
Orientador(ra): Caleiro, Regina Célia Lima
Barbosa, Ildenilson Meireles
Membro(s) Banca: Figueiredo, Betânia Gonçalves
Araújo, Jeaneth Xavier de
Palavras-chave: História Social;Loucura;Saúde Mental;Instituições de Saúde;Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)
Área: Ciencias Humanas
Subárea: Historia
Data do documento: dez-2012
Resumo: Esta dissertação teve como objetivo analisar as rupturas e as permanências históricas da assistência à saúde ao louco em Montes Claros/MG. Trata-se de um estudo histórico que seguiu pressupostos teórico-metodológicos qualitativos, que se orientou a partir de contribuições de Michel Foucault. Montes Claros foi o cenário de pesquisa por apresentar características em sua rede de assistência à saúde mental que nos permite pensar a respeito do “lugar” destinado ao louco com a presença de um hospital psiquiátrico e do serviço substitutivo, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). O corpus documental para o desenvolvimento desta pesquisa se constituiu de fontes impressas e fontes orais. As fontes impressas foram documentos oficiais, livros e crônicas sobre o cenário de pesquisa e um caderno de atas de um dos sujeitos de pesquisa, cujo conteúdo se refere às reuniões de idealização e implementação do CAPS, tais como às reuniões da equipe do serviço substitutivo já em funcionamento. As fontes orais se constituíram de um conjunto de cinco entrevistas semi-estruturadas realizadas com os profissionais que trabalham no CAPS e/ou que participaram da idealização e implementação deste serviço em Montes Claros, quais sejam: três psicólogas, uma assistente social, um técnico de enfermagem. A análise dos dados foi realizada por meio da técnica da análise do discurso. Os resultados revelaram que a instituição do CAPS, apesar de considerado, pelos sujeitos de pesquisa, um marco de ruptura, não garantiu a superação do hospital psiquiátrico e de algumas de suas condutas. O que foi percebido com a investigação é que o hospital psiquiátrico continuou a integrar a rede de atenção à saúde mental, mesmo com a atuação do serviço substitutivo. Desse modo, ambos prestavam assistência resultando numa percepção de “velhos” hábitos e “novas” práticas no contexto da saúde mental na cidade. A análise das fontes demonstrou, ainda, o tênue limite que se estabeleceu entre a prática manicomial e a da atenção psicossocial, que realmente, possuem discursos distintos, mas que quando implementados podem ser percebidas algumas semelhanças, como a evidente tentativa de controle do louco
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2097
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