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dc.contributor.advisorVeloso, Geisa Magela-
dc.contributor.authorFiuza, Jheniffer Ranielle Silva-
dc.date.accessioned2026-03-06T15:46:39Z-
dc.date.issued2025-12-03-
dc.identifier.urihttps://repositorio.unimontes.br/handle/1/2099-
dc.description.abstractThis study discusses experiences and memories related to literary reading and teacher education. The research was developed within the Graduate Program in Education (PPGE) at the State University of Montes Claros (Unimontes), situated in the field of teacher education and public educational policies. Referencing different times and spaces of formation, the study was guided by the following question: How do the experiences with reading and literature lived by teachers relate to their teacher education, their conceptions, and the practices they mediate in the classroom? The general objective of this study is to analyze the presence of reading and literature throughout the life paths, education, and teaching practices of teachers, discussing the experiences that shaped them in their professional knowledge and actions. A qualitative approach was adopted, aimed at understanding the experiences with literature and the meanings attributed to reading by teachers throughout their trajectories during childhood, adolescence, education, and professional life. Using oral life history as a research method, the study sought to reconstruct individual and collective memories from the participants’ narratives. For data collection, semi-structured interviews were conducted with 22 participants: six graduates from Normal Schools, seven teachers with mid-level teaching certification, four pedagogues, two undergraduate students in Pedagogy. The research was organized around two analytical categories—space and time—which guided the selection of teachers trained in different contexts: Normal Schools, regular schools offering mid-level technical teaching certification, and universities providing licensure in Pedagogy for teacher education. The formative processes occurred across distinct historical periods—before the Military Dictatorship, during the regime of oppression, and after it, during the country’s re-democratization—having as reference the city of Montes Claros, Minas Gerais, the locus of the study. The theoretical framework was based on the works of Kramer (1997, 1999, 2001), Marinho (1998), Britto (1998), Batista (1998), Cosson (2022), Cândido (1995), Failla (2007, 2016), authors. Based on the oral life histories, it was observed that despite the diversity of times and spaces, the teachers shared similar experiences marked by the limitations of reading, commonly experienced as strictly school practices. It is concluded that, even when analyzing the temporal range from 1930 to 2025 and the various contexts of teacher education, most participants did not experience authentic literary reading practices capable of shaping them as readers or inspiring pedagogical actions. Therefore, teachers do not tend to use literature as an integral part of their everyday personal and professional practices, revealing a fragility in recognizing literature as a cultural object and formative resource that redefines experiences, strengthens critical education, and contributes to the construction of teacher identitypt_BR
dc.description.sponsorshipOtherpt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectLeitura e Literaturapt_BR
dc.subjectFormação de Professorespt_BR
dc.subjectEspaço e Tempopt_BR
dc.subjectHistória Oral de Vidapt_BR
dc.titleLiteratura na formação docente? Nem sempre: Memórias e experiências de leitura de professoraspt_BR
dc.typeDissertacaopt_BR
dc.subject.areaCiencias Humanaspt_BR
dc.subject.subareaEducaçãopt_BR
dc.description.resumoEste estudo discute experiências e memórias de leitura literária e de formação de professoras. A pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), inserida no campo da formação de professores e das políticas públicas educacionais. Referenciada por diferentes tempos e espaços de formação, a pesquisa foi instaurada com o seguinte questionamento: De que modo as experiências de leitura e literatura vivenciadas por professoras dialogam com a sua formação docente, com suas concepções e com as práticas por elas mediadas em sua atuação em sala de aula? O estudo tem por objetivo geral analisar a presença da leitura e da literatura nos percursos de vida, formação e atuação docente, discutindo experiências e vivências que constituíram as professoras em seus fazeres e saberes profissionais. Realizou-se uma pesquisa qualitativa voltada para a compreensão das experiências com a literatura e dos significados atribuídos à leitura por professoras em suas trajetórias durante a infância, a adolescência, a formação e a profissão. Utilizando a história oral de vida, como método de pesquisa, buscou-se reconstituir memórias individuais e coletivas a partir das narrações das participantes. Para produção de dados foi realizada a aplicação de entrevistas semiestruturadas para 22 participantes, dentre elas seis normalistas, sete professoras habilitadas em magistério, quatro pedagogas, duas estudantes de Pedagogia e três professoras universitárias. A pesquisa se estruturou por duas categorias, o espaço e o tempo, que serviram como direcionamento para selecionar as participantes, formadas em diferentes espaços – as Escolas Normais, as escolas regulares que ofertavam a habilitação em magistério em nível médio-técnico e as universidades que ofertam a licenciatura em Pedagogia. Os processos de formação se efetivaram em diversos tempos históricos – antes da Ditadura Militar, durante o regime de opressão e após este período, com a redemocratização do país – tendo por referência a cidade de Montes Claros, Minas Gerais, locús da pesquisa. Para embasar teoricamente o trabalho, foram utilizados os estudos de Kramer (1997, 1999, 2001), Marinho (1998), Britto (1998), Batista (1998), Cosson (2022), Cândido (1995), Failla (2007, 2016), dentre outros autores. A partir das histórias orais de vida constatou-se que, apesar da diversidade de tempos e espaços, as professoras tiveram experiências similares, marcadas pelas limitações da leitura, comumente vivenciadas como práticas escolares. Conclui-se que, mesmo investigando o recorte temporal de 1930 a 2025 e os diferentes espaços para a formação de professores, que as participantes em sua maioria não tiveram práticas reais de leitura literária, que fossem capazes de as constituir como leitoras e impulsionar a instauração de práticas. Portanto, as professoras não utilizam a literatura como parte integrante de suas práticas cotidianas de vida e de profissão, demonstrando a fragilidade no reconhecimento da literatura enquanto objeto cultural e recurso formativo que ressignifica experiências, fortalece a formação crítica no processo de ensino e na constituição identitária docentept_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.embargo.lift2026-03-07T15:46:39Z-
dc.contributor.refereeSantos, Francely Aparecida dos-
dc.contributor.refereeAquino, Ana Marcia Ruas de-
dc.contributor.refereeRupia Júnior, Bento-
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