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Título: Representações de uma identidade japonesa contemporânea em a viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki, 2001)
Autor(es): Batista Neto, Ary
Orientador(ra): Barbosa, Ildenilson Meireles
Membro(s) Banca: ., .
Palavras-chave: A Viagem de Chihiro;Hayao Miyazaki;Identidade;Japão;Hibridismo cultural
Área: Ciencias Humanas
Subárea: Historia
Data do documento: 2020
Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar as representações que o diretor Hayao Miyazaki constrói, em A Viagem de Chihiro, de uma identidade japonesa na contemporaneidade. A Viagem de Chihiro é o longa-metragem mais bem-sucedido do Estúdio Ghibli, co-fundado por Miyazaki e o estúdio de animação japonês mais reconhecido internacionalmente. Essas representações se dão principalmente a partir do modo como o diretor constrói o mundo fantástico onde a história se passa, na relação desse “outro-mundo” que parece buscar articular a tradição xintoísta do Japão com o Japão contemporâneo. Para tal, analisaremos tanto os aspectos internos, quanto externos da obra. Primeiramente, buscaremos compreender a narrativa e as personagens de A Viagem de Chihiro a partir dos usos que o filme faz das estruturas mitológicas, utilizando o conceito, desenvolvido por Joseph Campbell, da “Jornada do Herói”, especialmente a leitura que Christopher Vogler faz desse modelo de análise para a linguagem cinematográfica, para, com isso, compreender como no uso dessas estruturas, o diretor Hayao Miyazaki articula elementos da tradição japonesa com elementos japoneses modernos e elementos ocidentais. A partir disso, trataremos da relação do filme com a realidade que o produziu, a historiografia e, principalmente com seu autor. Por fim, examinaremos o papel do animê na cultura japonesa contemporânea, que tipo de Japão o animê representa e como o Japão se vale dessas representações. Para dar conta das especificidades japonesas nesse processo de hibridismo cultural, utilizaremos principalmente o trabalho do sociólogo japonês Koichi Iwabuchi e seu conceito de hibridismo estratégico, que estuda o modo como o Japão se apropria de culturas estrangeiras de modo planejado e estratégico, diferentemente do hibridismo cultural pensado a partir da relação das potências ocidentais com suas colônias. Pelo contrário, como o Japão tem, ele mesmo, um histórico de imperialismo regional, nossa hipótese é de que A Viagem de Chihiro serve, em alguma medida, ao soft power japonês pós-Segunda Guerra Mundial, de um Japão amistoso, pacífico e, o que é característico da obra de Miyazaki, preocupado com o meio ambiente.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2116
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