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https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2179| Título: | “A gente não tinha nenhum direito a nada”: representações sobre quilombos e remanescentes de Quilombolas |
| Autor(es): | Santos, Susi Karla Almeida |
| Orientador(ra): | Pimentel, Helen Ulhôa |
| Membro(s) Banca: | Ribeiro Júnior, Florisvaldo Paulo Maia, Cláudia de Jesus |
| Palavras-chave: | Representação social;Comunidade Quilombola;Identidade étnica;Cultura - Memória |
| Área: | Ciencias Humanas |
| Subárea: | Historia |
| Data do documento: | jun-2013 |
| Resumo: | O presente trabalho busca entender a construção da identidade da comunidade de Buriti do Meio localizada na cidade de São Francisco, por meio das representações sociais que constituíram e que foram produzidas pela comunidade a partir do início do processo de seu reconhecimento legal como remanescente de quilombo. O termo quilombo assumiu outros significados ao longo da história e adquiriu uma conotação específica no final do século XX, em consonância com as grandes transformações ocorridas no mundo após a segunda Guerra Mundial. Os novos paradigmas e os investimentos dos órgãos e agências internacionais na questão da diversidade, buscando superar a intolerância e os nacionalismos extremados resultantes de identidades fixas, considerados responsáveis pelos totalitarismos e beligerância, orientaram também as ações governamentais e os movimentos sociais no Brasil. Essas novas concepções nortearam a elaboração da Constituição Brasileira de 1988, que focou a questão da cidadania, reconheceu o caráter multiétnico do país e colocou em cena as minorias até então excluídas do cenário político e social brasileiro. A Carta Magna buscou formas de reparar injustiças cometidas contra negros e índios, dentre outros e, para isso, ampliou o significado do termo quilombo, passando a abarcar comunidades constituídas por remanescentes tanto em áreas urbanas como em áreas rurais que não tivessem conseguido ingressar na economia de mercado. Para identificar e beneficiar essas comunidades adotou o critério de autoatribuição que levaria em conta alguns critérios que pudessem classificá-los como tradicional. Partindo da análise das transformações, pelas quais, o termo quilombo passou, até os processos de reconhecimento das comunidades remanescentes de quilombos, chegamos a um estudo de caso das representações sociais (enquanto detentor de saberes de seus ancestrais e, portanto, detentor de direito sociais) que constituíram e foram construídas pelos moradores da comunidade reconhecida como remanescente de quilombo denominada Buriti do Meio. O trabalho com representações considera que não se alcança o passado tal qual ele ocorreu, mas apenas representações construídas sobre ele. Essas representações são relações entre sujeitos e objetos e são ao mesmo tempo constituídas e constituintes da realidade. Para entender esse processo constituinte e construído das representações sociais, recorremos à bibliografia sobre identidade e diferença, aos documentos de agencias internacionais e nacionais sobre a diversidade, às entrevistas realizadas com moradores da comunidade e ao material disponibilizado em sites, que faz referência a esse e a outros quilombos modernos. |
| URI: | https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2179 |
| Aparece nas coleções: | Dissertações |
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