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Título: “A gente não tinha nenhum direito a nada”: representações sobre quilombos e remanescentes de Quilombolas
Autor(es): Santos, Susi Karla Almeida
Orientador(ra): Pimentel, Helen Ulhôa
Membro(s) Banca: Ribeiro Júnior, Florisvaldo Paulo
Maia, Cláudia de Jesus
Palavras-chave: Representação social;Comunidade Quilombola;Identidade étnica;Cultura - Memória
Área: Ciencias Humanas
Subárea: Historia
Data do documento: jun-2013
Resumo: O presente trabalho busca entender a construção da identidade da comunidade de Buriti do Meio localizada na cidade de São Francisco, por meio das representações sociais que constituíram e que foram produzidas pela comunidade a partir do início do processo de seu reconhecimento legal como remanescente de quilombo. O termo quilombo assumiu outros significados ao longo da história e adquiriu uma conotação específica no final do século XX, em consonância com as grandes transformações ocorridas no mundo após a segunda Guerra Mundial. Os novos paradigmas e os investimentos dos órgãos e agências internacionais na questão da diversidade, buscando superar a intolerância e os nacionalismos extremados resultantes de identidades fixas, considerados responsáveis pelos totalitarismos e beligerância, orientaram também as ações governamentais e os movimentos sociais no Brasil. Essas novas concepções nortearam a elaboração da Constituição Brasileira de 1988, que focou a questão da cidadania, reconheceu o caráter multiétnico do país e colocou em cena as minorias até então excluídas do cenário político e social brasileiro. A Carta Magna buscou formas de reparar injustiças cometidas contra negros e índios, dentre outros e, para isso, ampliou o significado do termo quilombo, passando a abarcar comunidades constituídas por remanescentes tanto em áreas urbanas como em áreas rurais que não tivessem conseguido ingressar na economia de mercado. Para identificar e beneficiar essas comunidades adotou o critério de autoatribuição que levaria em conta alguns critérios que pudessem classificá-los como tradicional. Partindo da análise das transformações, pelas quais, o termo quilombo passou, até os processos de reconhecimento das comunidades remanescentes de quilombos, chegamos a um estudo de caso das representações sociais (enquanto detentor de saberes de seus ancestrais e, portanto, detentor de direito sociais) que constituíram e foram construídas pelos moradores da comunidade reconhecida como remanescente de quilombo denominada Buriti do Meio. O trabalho com representações considera que não se alcança o passado tal qual ele ocorreu, mas apenas representações construídas sobre ele. Essas representações são relações entre sujeitos e objetos e são ao mesmo tempo constituídas e constituintes da realidade. Para entender esse processo constituinte e construído das representações sociais, recorremos à bibliografia sobre identidade e diferença, aos documentos de agencias internacionais e nacionais sobre a diversidade, às entrevistas realizadas com moradores da comunidade e ao material disponibilizado em sites, que faz referência a esse e a outros quilombos modernos.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2179
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