Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2247
Título: O papel do ambiente na riqueza, abundância e expressão de características estruturais e metabólicas nas galhas da super-hospedeira Caryocar brasiliense Cambess. (CARYOCARACEAE)
Autor(es): Fernandes, Ivonette dos Santos
Orientador(ra): Carneiro, Renê Gonçalves da Silva
Araújo, Walter Santos de
Membro(s) Banca: Isaias, Rosy Mary dos Santos
Ferreira, Bruno Garcia
Palavras-chave: Compartimento tecidual;Competição interespecífica;Marcadores de estresse
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Botanica
Data do documento: jul-2022
Resumo: Caryocar brasiliense Cambess. (Caryocaraceae) é uma planta típica do Cerrado brasileiro, de grande importância socioeconômica e ecológica. Destaca-se como uma super-hospedeira com cinco morfoespécies de galhas: globoide intralaminar (GGI), globoide extralaminar (GGE), globoide peciolar (GGP), lenticular (GL) e clavada (GC). Curiosamente todas as galhas são induzidas na folha e quatro delas são induzidas por espécies de Hymenoptera. As galhas são comumente relatadas como órgãos neoformados, resultantes da interação entre plantas hospedeiras e galhadores, que proporcionam a esses últimos, abrigo, nutrição e proteção contra as intempéries do ambiente e inimigos naturais. Estruturalmente, apresentam diferentes níveis de complexidade, podendo ser consideradas simples, intermediárias ou complexas. Acreditamos que o habito alimentar, a plasticidade fenotípica da planta hospedeira e o ambiente são fatores determinantes na rediferenciação de novos tecidos e consequentemente na complexidade e formação da galha. As galhas induzidas em C. brasiliense alteram a morfogênese das folhas da planta hospedeira, expressando um alto grau de especialização tecidual como, por exemplo, a presença de tecido nutritivo típico e bainha esclerenquimática. Os tecidos das galhas apresentam dois compartimentos teciduais: o externo (CE) e o interno (CI). No CE encontram-se os tecidos protetores ou de armazenamento, por exemplo, epiderme, tecido de armazenamento comum e bainha esclerenquimática; enquanto que no CI encontram se tecidos relacionados a nutrição, como tecido nutritivo típico. O sistema vascular das galhas é evidenciado no CE pela neoformação de feixes vasculares e manutenção de feixes vasculares já existentes no órgão galhado, exceto na galha GL. Substâncias energéticas como lipídios, amido e açúcares redutores foram observadas no CI das galhas, enquanto que, metabólitos secundários associados a proteção e ao estresse hídrico como por exemplo: alcaloides, compostos fenólicos e ligninas, foram evidenciados no CE das galhas. A riqueza e a abundância de morfoespécies não são influenciadas pelo ambiente, visto que não foi observada diferença entre os ambientes. Porém, os tecidos do CE são mais espessos na área da PEVP (ambiente com escassez hídrica) e os tecidos do CI foram mais espessos na APA RP (ambiente menos estressante). Concluímos que a riqueza e abundância de morfoespécies nem sempre é influenciada pelo ambiente e que as galhas minimizam a competição utilizando nichos espacialmente distintos. A especialização, a organização dos tecidos e a histolocalização dos metabólitos, primários e secundários, corroboram o conceito de fenótipo estendido do galhador, mas também evidenciam que nas galhas, em especial no seu CE, a estrutura e metabolismo são influenciados pelo ambiente, de modo que atributos estruturais e funcionais no CE se relacionam à tolerância a condições estressantes, como a escassez hídrica.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2247
Aparece nas coleções:Dissertações

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Fernandes, Ivonette dos Santos_O papel do ambiente_2022.pdf4,44 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.