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Título: Associações das perturbações do sono e atividade física com sintomas depressivos, e suas relações com os pensamentos de autolesão ou suicídio em estudantes universitários brasileiros: um estudo transversal com abordagem de aprendizado de máquina
Autor(es): Camargo, Maria Jeane Guimarães
Orientador(ra): Monteiro Junior, Renato Sobral
Membro(s) Banca: Dourado, Marcia Cristina Nascimento
Bicalho, Camila Cristina Fonseca
Palavras-chave: Estudantes universitários;depressão;comportamento suicida;atividade física;perturbações do sono
Área: Ciencias da Saude
Subárea: Saude Coletiva
Data do documento: 6-jun-2025
Resumo: Objetivo: O presente estudo analisou a associação entre a prática de atividade física e as perturbações do sono com os sintomas depressivos entre estudantes universitários brasileiros, assim como verificou a associação entre a prática de atividade física, perturbações do sono e sintomas depressivos com os pensamentos de autolesão nesses estudantes. Ademais, foram criados 04 perfis de estudantes com diferentes características e estilo de vida para prever quais perfis apresentariam maior probabilidade de desenvolver sintomas depressivos. Método: Estudo transversal realizado com 787 estudantes universitários de 11 universidades do Brasil, que responderam aos instrumentos: Questionário de Saúde do Paciente - 9 (PHQ-9), Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), Escala Transversal de Sintomas Nível 1 e Short Inventário Multidimensional sobre Avaliação de Estilo de Vida (SMILE), entre junho de 2022 e dezembro de 2023. Os dados foram analisados usando estatística descritiva, regressão logística binária e aprendizado de máquina (ML). Resultados: Ser insuficientemente ativo fisicamente e apresentar perturbações do sono aumentaram a chance de ocorrência de sintomas depressivos (OR = 2,21; IC 95%: 1,43–3,41; p < 0,001; OR = 5,41; IC 95%: 3,59–8,14; p < 0,001). Constatou-se que apresentar sintomas depressivos aumentou a chance de os estudantes terem pensamentos de autolesão ou suicídio (OR = 35,51; IC 95%: 8,28–152,186; p < 0,001). A partir das análises de ML, estimou-se que indivíduos com determinadas identidades sociais e estilo de vida podem apresentar maior probabilidade de desenvolver sintomas depressivos. Conclusão: Sugere-se que a coocorrência de baixos níveis de atividade física e a presença de perturbações do sono aumentam as chances de sintomas depressivos em estudantes universitários. Além disso, a presença de tais sintomas é fator de risco para os pensamentos de autolesão ou suicídio. A combinação de fatores sociais e do estilo de vida pode ter impacto na manifestação dos sintomas depressivos
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2287
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