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Título: Análise de variáveis sociodemográficas, clínicas e relacionadas ao serviço de saúde da hanseníase em uma macrorregião brasileira de alta prevalência
Autor(es): Gonçalves, Tatiana Maciel Ladeia
Orientador(ra): Paula, Alfredo Maurício Batista de
Carvalho, Sílvio Fernando Guimarães
Membro(s) Banca: Haikal, Desirée Sant'Ana
Ferreira, Raquel Conceição
Palavras-chave: Hanseníase;Epidemiologia;Minas Gerais
Área: Ciencias da Saude
Subárea: Saude Coletiva
Data do documento: 2013
Resumo: OBJETIVO: Nosso objetivo foi analisar as associações entre fatores sociodemográficos, clínicos e associados ao serviço de saúde de uma amostra de portadores hanseníase da macrorregião assistencial de saúde do nordeste do Estado de Minas Gerais. Também foram comparados os coeficientes de prevalência da hanseníase nesta macrorregião, com os coeficientes de prevalência estadual e federal, durante o período de 2001 a 2010. METODOLOGIA: Trata-se de estudo transversal, que utilizou a base de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) - Hanseníase, na população residente na macrorregião assistencial de saúde do nordeste do Estado de Minas Gerais, no período de 2001 a 2010, num total de 3.429 casos notificados. Foram analisadas algumas variáveis sociodemográficas (sexo, idade, residência, e escolaridade), clínicas (classificação operacional segundo a OMS e incapacidade física) e associada ao serviço (forma de detecção de casos novos). O coeficiente de prevalência da Hanseníase desta macrorregião foi comparado aos coeficientes de prevalência estadual e federal. As associações entre variáveis sociodemográficas, clínicas e associada ao serviço de saúde foram realizadas pelo teste χ2 e ajustadas no modelo de regressão de Poisson. A significância foi fixada em p < 0,05. RESULTADOS: A doença apresentou-se mais frequente na população feminina, adultos, não-brancos, indivíduos residentes em casas de habitação urbana e com menos de 8 anos de estudo. A prevalência de Hanseníase em crianças, adolescentes, adultos e idosos foi 2,52; 2,21; 24,69 e 9,20 por 10.000 habitantes. No que se refere aos aspectos clínicos, adolescentes, adultos e idosos, analfabetos e indivíduos do sexo masculino foram significativamente associados à classificação operacional multibacilar da Hanseníase e com a presença de alguma incapacidade física no momento do dignóstico (p<0,05). A relação multibacilares:paucibacilares em crianças, adolescentes, adultos e idosos foi de 0,6; 1,2; 2,7 e 3,7, respectivamente. Cerca de 50% dos indivíduos não apresentaram algum tipo de incapacidade física, durante o diagnóstico. A deteção de casos novos na macrorregião nordeste ocorreu principalmente por demanda espontânea. O coeficiente de prevalência da Hansenísase na macrorregião do Nordeste, estadual e federal foram 3,87, 1,36 e 2,83, respectivamente. Durante todo o período de investigação, os coeficientes de prevalência de Hanseníase na macrorregião foram significativamente superiores aos coeficientes estadual e federal (p < 0,05). CONCLUSÕES: Os resultados obtidos apontam para diagnóstico tardio e prevalência oculta da doença. Tais achados demonstram a necessidade de maior intervenção da atenção primária e ações epidemiológicas voltadas para a eliminação da doença
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2347
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