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Título: Estrutura do componente arbóreo de um fragmento de Floresta Estacional Decidual e o vigor de sementes de espécies de diferentes categorias fitossociológicas
Autor(es): Sales, Hamilton dos Reis
Orientador(ra): Nunes, Yule Roberta Ferreira
Oliveira, Dario Alves de
Melo, Geraldo Aclécio
Membro(s) Banca: Santos, Rubens Manoel dos
Pimenta, Márcio Antônio Silva
Palavras-chave: Fitossociologia;mata seca;germinação;envelhecimento de sementes;Norte de Minas Gerais
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Biologia Geral
Data do documento: jun-2009
Resumo: As Florestas Estacionais Deciduais são pouco estudadas, não existindo ainda padrões definidos para as suas estruturas fitossociológicas, recrutamento, estabelecimento e dispersão de indivíduos. Para os poucos estudos realizados nestas florestas os resultados não se mostram aplicáveis às comunidades analisadas em áreas de grande variação climática, como o norte do Estado de Minas Gerais. O objetivo deste trabalho foi buscar relações entre a estrutura da comunidade e os índices de germinação, velocidade de germinação e tempo médio de germinação, bem como testar metodologias de experimentos que possam constituir importantes ferramentas para outros estudos da estrutura das Florestas Estacionais Deciduais, contribuindo para a padronização de procedimentos e comparação de resultados. Este levantamento foi realizado no município de Januária/MG, onde foram amostrados 1,2 hectares de Floresta Estacional Decidual e registrados 1083 indivíduos, distribuídos em 107 espécies e 80 gêneros pertencentes a 35 famílias botânicas. As análises apontaram uma área basal total de 27,85 m 2 /ha e indivíduos com alturas variantes entre 3,0 e 30,0 m. A família de maior abundância foi a Fabaceae e os gêneros com maior número de espécies Machaerium e Tabebuia. Os levantamentos florísticos associados a outras técnicas de análise, a exemplo dos testes de germinação, podem possibilitar um grande avanço na compreensão do comportamento dos ecossistemas, auxiliando na compreensão do sucesso adaptativo das espécies e possibilitando o entendimento das interações das plantas com microorganismos, com herbívoros e com outras plantas. Foram selecionadas 12 espécies dentre as inventariadas, quais foram divididas em duas classes fitossociológicas distintas com base no Valor de Importância (VI) encontrado no levantamento fitossociológico, a saber: 1ª classe fitossociológica, com VI > 30,0 (M. urundeuva, C. Oligandrus, A. fraxinifolium, M. acutifolium, D. bipinnatum e A. colubrina) e 2ª classe fitosociológica, com VI < 30,0 (M. pubescens, A. cearensis, T. aurea, C. americana, C. glabrata e P. blancheti). Destas espécies foram coletadas 1.000 sementes, de acordo com a disponibilidade no momento do estudo. Estas sementes foram submetidas a teste de germinação em experimento inteiramente casualizado, com 1 quatro tratamentos e cinco repetições, sob condições reguladas de 30º C dia e 20º C noite, com fotoperíodo de 12 horas. De forma geral as espécies em cada classe não apresentaram comportamento semelhante, o que também não ocorreu para os agrupamentos familiares. As espécies da família Anacardiaceae (M. urundeuva e A. fraxinifolium) apresentaram os maiores IVG’s, com picos de germinação nos três primeiros dias do experimento, com efeito positivo da embebição entre os tratamentos. As sementes de A. cearensis e P. blancheti (Fabaceae) apresentaram efeito positivo da água na germinação inicial, não afetando a viabilidade destas durante o tempo do experimento. As espécies A. colubrina e M. acutifolium (fabaceae) tiveram um efeito positivo da água na germinação, mas apresentaram diminuição nos picos de germinação para os tratamentos de embebição. Na família Sapindaceae as espécies D. bipinnatum e M. pubescens apresentaram comportamento diferentes, não sendo notada a influência da embebição para a primeira. O comportamento das demais espécies pertencentes às famílias Boraginaceae, Euphorbiaceae e Dilleniaceae mostrou-se diferente, com a formação de agrupamentos distintos. A espécie T. aurea (Bignoniaceae) apresentou comportamento semelhante às espécies da família Anacardiaceae. De forma geral, percebeu-se dois efeitos distintos da água sobre as sementes, (i) o estímulo inicial à germinação e (ii) a diminuição da germinação com o aumento do tempo de embebição, provavelmente em decorrência da desestruturação das sementes. Os maiores índices de germinação das espécies das famílias Fabaceae e Anacardiaceae parecem estar influenciando o tamanho das populações, embora sem detrimento a outros fatores que influenciam o estabelecimento destas. As classes fitossociológicas não apresentam um padrão de semelhança que justifique o arranjo estrutural das populações para este estudo.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2436
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