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Título: Complexidade estrutural, composição de espécies e traços funcionais de comunidades lenhosas ao longo de gradientes sucessionais em duas formações tropicais secas no Brasil
Autor(es): Okuyama, Érica Tiemi
Orientador(ra): Espírito Santo, Mário Marcos do
Membro(s) Banca: Rodrigues, Pryscila Maria Silva
Freitas, Érica Vanessa Durães de
Palavras-chave: Sucessão secundária;Regeneração natural;Levantamento florístico;Complexidade estrutural;Cronossequência
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Biologia Geral
Data do documento: out-2025
Resumo: Formações tropicais secas, como o Cerrado e a Caatinga, apresentam elevada diversidade biológica e desempenham papel essencial na manutenção de serviços ecossistêmicos. Apesar disso, essas formações têm sido historicamente negligenciadas em termos de pesquisa e conservação, sofrendo intensas modificações em sua cobertura original. No Brasil, o cerrado sensu stricto e as florestas tropicais secas (FTSs) coexistem em regiões de transição, como o norte de Minas Gerais, oferecendo oportunidades únicas para investigar suas trajetórias sucessionais. Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi avaliar as mudanças na estrutura e composição florística de comunidades arbustivas-arbóreas ao longo de cronossequências no cerrado e na FTS, por meio da seleção de áreas que representam os diferentes estágios da sucessão. Para isso, foram alocadas nove parcelas de 20 x 50 m em cada ambiente, das quais três representaram cada estágio de sucessão. Todos os indivíduos lenhosos com DAP ≥ 5 cm foram considerados, marcados em campo com uma placa de alumínio enumerada e identificados a nível de espécie. Foram registrados um total de 1.300 indivíduos de 84 espécies pertencentes a 31 famílias botânicas no cerrado, e 881 indivíduos de 75 espécies pertencentes a 23 famílias na FTS. A família mais representativa foi a Fabaceae para todos os três estágios sucessionais em ambas as formações. Astronium urundeuva (aroeira-do-sertão) dominou todo o gradiente sucessional da FTS, com uma diferença expressiva de número de indivíduos em relação às demais espécies. O cerrado, por sua vez, apresentou uma mudança da espécie mais abundante através do gradiente e uma melhor distribuição da quantidade de indivíduos entre as espécies encontradas. Ao contrário do que se esperava, a composição florística entre os estágios foi similar em ambas as formações, o que pode ser atribuído à rebrota de espécies tardias já no início da regeneração. Por fim, observou-se um aumento da complexidade da comunidade com a sucessão nos dois ambientes, em especial para a área basal na FTS e a riqueza no cerrado.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2513
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