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Título: Florística e estrutura da regeneração natural da vegetação ciliar do Rio Pandeiros, norte de Minas Gerais
Autor(es): Menino, Gisele Cristina de Oliveira
Orientador(ra): Nunes, Yule Roberta Ferreira
Membro(s) Banca: Faria, Maurício Lopes de
Oliveira-Filho, Ary Teixeira de
Palavras-chave: Estrato regenerante;Mata ciliar;Heterogeneidade ambiental;Similaridade
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Biologia Geral
Data do documento: 10-mar-2009
Resumo: Apesar da riqueza, importância e mesmo protegidas por lei, as matas ciliares vêm sendo gradativamente destruídas. Este estudo focou dois objetivos principais: (1) avaliar a composição florística e estrutura da regeneração natural do rio Pandeiros, através da amostragem de diferentes trechos do rio, desde a nascente até a foz, enfocando tanto a bacia como um todo, quanto a similaridade entre os diferentes trechos do rio; e (2) estudar as possíveis correlações entre as variáveis da estrutura fisionômica e da diversidade e composição de espécies da comunidade arbóreo-arbustiva regenerante e as variações ambientais de um dos pontos amostrados (área- Balneário), visando responder quais fatores ambientais são preponderantes na distribuição espacial das espécies em regeneração. Para isso, foi feita, em seis trechos da vegetação ciliar do rio Pandeiros, a amostragem do estrato regenerante em 70 parcelas/cada (5 × 5 m), sendo incluídos indivíduos lenhosos entre ≥ 1 cm de DAS e < 5 cm de DAP. Para determinar a influência das características ambientais sobre a florística e estrutura da regeneração foram obtidas algumas variáveis edáficas, a abertura do dossel e o regime de inundação em cada parcela. Além dos cálculos tradicionais dos parâmetros fitossociológicos e análise de agrupamento para verificar a similaridade entre as áreas, foi feita uma análise de correspondência canônica para verificar as relações existentes entre as variáveis ambientais e a distribuição das espécies em um dos pontos amostrados. Nas 420 parcelas foram encontradas 232 espécies arbóreo-arbustivas, distribuídas em 152 gêneros e 57 famílias. As cinco famílias que apresentaram maior riqueza de espécies foram Fabaceae, com 55 espécies, Myrtaceae, com 24, Rubiaceae com 12, Annonaceae com dez e Anacardiaceae com oito. Foram amostrados 4374 indivíduos, sendo que as espécies mais representativas foram Tapirira guianensis, Siparuna guianensis, Blepharocalyx salicifolius, Erythroxylum deciduum e Ladenbergia cujabensis. Houve a formação de grupos de similaridade, com as áreas denominadas Larga e São Domingos apresentando maior similaridade, as áreas Agropop e Balneário se mostraram pouco similares, e a área Catolé apresentou certa similaridade com os dois grupos citados, sendo a área Pântano dissimilar às demais áreas, provavelmente devido ao alagamento periódico ocorrente. Portanto, houve uma diferenciação florística ao longo do rio, confirmando que áreas mais próximas são mais similares. Já quanto à influência das variáveis ambientais na vegetação da área denominada Balneário, a análise de correspondência canônica mostrou autovalores de 0,6 e 0,48 para o eixo 1 e 2, respectivamente. As parcelas se dividiram em três grupos, sendo o primeiro mais influenciado pela proximidade a afloramentos de calcário, o segundo grupo pela luminosidade e regime de inundação e um terceiro pela fertilidade do solo (soma de bases). Apesar de haver espécies comuns a todos os grupos, muitas foram exclusivas a cada grupo, mostrando que as variáveis ambientais influenciam diretamente a distribuição das espécies.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2555
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