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https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2561| Título: | Ecologia reprodutiva de Copaifera langsdorffii Desf. (FABACEAE) |
| Autor(es): | Souza, Matheus Lopes |
| Orientador(ra): | Fagundes, Marcílio |
| Membro(s) Banca: | Santos, Anderson Medeiros dos Lemos Filho, José Pires |
| Palavras-chave: | .;. |
| Área: | Ciencias Biologicas |
| Subárea: | Biologia Geral |
| Data do documento: | 16-mar-2012 |
| Resumo: | Copaifera langsdorffii Desf. (Fabaceae) é uma espécie tropical arbórea com frutificação supra-anual e porte de 10 a 15 m de altura, podendo atingir 35 m. O padrão fenológico e o tamanho da planta são características que podem afetar o número e o tamanho das sementes produzidas, sendo também importantes na predação das mesmas. A variação no número e no tamanho das sementes produzidas, provocada pelo padrão fenológico e o tamanho da planta têm consequencias diretas no sucesso reprodutivo da espécie. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi caracterizar alguns aspectos da ecologia reprodutiva de C. langsdorffii. O capítulo I teve como objetivo analisar a estratégia reprodutiva de C. langsdorfii entre e dentro de anos de alto e baixo investimento reprodutivo, testando a hipótese do trade-off tamanho/número de sementes. Assim, hipotetizamos que: (i) nos anos de alto investimento reprodutivo as plantas produzem maior número de sementes com menor tamanho quando comparadas com anos de baixo investimento; (ii) dentro do mesmo evento reprodutivo existe uma relação inversa entre o o número e o tamanho de sementes produzidas por planta e (iii) o tamanho da planta influencia os resultados do trade-off tamanho/número de sementes. Foram selecionados 33 indivíduos reprodutivos em 2008 e 30 indivíduos em 2011 para coleta dos dados. Os resultados deste trabalho demonstram que quanto maior o número de sementes por planta menor o tamanho das sementes produzidas. Este efeito só foi visível dentro do mesmo evento reprodutivo. Foi observado que a produção de sementes varia em função do ano reprodutivo e do tamanho da planta. Em 2008 foi observado que quanto maior as plantas, maior o número e o tamanho das sementes produzidas. Em 2011, plantas pequenas produziram mais sementes enquanto indivíduos grandes produziram sementes maiores. A capacidade de mudar a estratégia reprodutiva em função do tamanho corporal pode representar uma vantagem competitiva para a espécie, favorecendo sua ampla distribuição por ambientes distintos. No capítulo II foram avaliadas as relações entre o tamanho das sementes, a germinação e o desempenho das plântulas, testando as seguintes predições: (i) Sementes maiores apresentam maior porcentagem de germinação; (ii) Sementes menores apresentam menor tempo para germinação; (iii) Sementes maiores produzem plântulas mais vigorosas. Em 2011 foram selecionados 30 indivíduos de C. langsdorffii no qual foram coletados aleatoriamente 300 frutos ao longo da copa para determinação da biometria das sementes. As sementes foram alocadas em bandeja de germinação usando vermiculita como substrato. Para caracterizar o vigor das plântulas, após a queda dos cotilédones as plântulas foram retiradas do substrato para a determinação do comprimento e do peso seco da parte aérea e do sistema radicular. O tamanho da semente afetou a porcentagem de germinação. No entanto o resultado foi diferente do esperado, pois sementes pequenas apresentaram maior porcentagem de germinação. O tempo de germinação foi diferente entre as classes de tamanho. Sementes pequenas apresentaram menor tempo de germinação que sementes grandes, corroborando a predição (ii). Assim como esperado, os resultados demonstraram que sementes maiores produzem plântulas com maior tamanho inicial. O fato de sementes pequenas apresentarem maior porcentagem de germinação e germinarem mais rápido favorece a colonização de habitats transitórios, por outro lado sementes maiores formam plântulas mais vigorosas, beneficiando o estabelecimento em habitats estáveis. No capítulo III foram testadas três hipóteses: (i) hipótese da saciação de predadores que prediz menor porcentagem de predação nos anos de alta produção de frutos, (ii) hipótese da concentração do recurso que prediz maior ataque em manchas de recursos mais concentradas e (iii) hipótese da arquitetura da planta que prediz maior ataque de herbívoros em plantas arquiteturalmente mais complexas. Em 2008 foram selecionados 35 indivíduos reprodutivos, já em 2011 outros 30 indivíduos que entraram em estado reprodutivo foram selecionados para coleta dos dados. A produção de sementes de Copaifera langsdorffii variou entre os anos de estudo, sendo o número de sementes produzidas aproximadamente 26.44% maior em 2008. Os resultados deste estudo mostram que a porcentagem de predação das sementes de C. langsdorffii foi 98.42% maior no ano de baixa produção de sementes, sustentando a hipotese da saciação do predador. A porcentagem de sementes predadas foi menor nas plantas que produziram maior número de sementes. Portanto nossos dados não foram capazes de suportar a hipótese da concentração de recursos. O tamanho da planta e o tamanho das sementes produzidas afetaram positivamete a porcentagem de predação, tanto no ano de alta quanto no ano de baixa disponibilidade de recurso. Esse trabalho destaca dois aspectos importantes: primeiro, a reprodução supra-anual irregular resulta na sobrevivência de um maior número de sementes; e segundo, os predadores de sementes devem selecionar manchas de recursos de melhor qualidade como forma de produzir maior número de descendentes |
| URI: | https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2561 |
| Aparece nas coleções: | Dissertações |
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