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Título: Percurso reflexivo sobre a criação de uma escola de artes em Milho Verde-MG a partir do pensamento contracolonial e feminista negro
Autor(es): Parada, Isabela
Orientador(ra): Baioni, Rafael
Membro(s) Banca: Amorim, Mônica Maria Teixeira
Horácio, Heiberle Hisberg
Thürler, Djalma
Palavras-chave: Arte;Guias pedagógicas;Pensamento Contracolonial;Pensamento feminista Negro;Milho Verde (Serro, MG) - Educação
Área: Ciencias Humanas
Subárea: Ciência Política
Data do documento: 13-mai-2025
Resumo: Como uma das linhas de ação que compõem a criação de uma escola de artes em um espaço de preservação ambiental em Milho Verde-MG, esta dissertação teve o objetivo de referenciar tal escola em um fundamento pedagógico alinhado aos pensamentos contracolonial e feminista negro. Para tanto, questionou-se: como construir uma proposta pedagógica contracolonial? Direcionada por quais guias? E, ainda, como ocorre a construção de conhecimento, quando nos articulamos e nos reorganizamos a partir desses pensamentos? Trabalhou-se com a hipótese de que, efetuando uma destilação e um refinamento da memória de experiências vividas em Milho Verde, e do percurso formativo da pesquisadora enquanto artista e educadora, seria possível realizar uma transformação dessas experiências em um conhecimento estruturado a favor da criação de uma escola de artes contracolonial. Almejou-se fazer reflexões sobre os construtos epistemológicos dos pensamentos contracolonial e feminista negro, buscando alguns de seus cernes para que, daí, emergissem guias pedagógicas que posteriormente deverão direcionar a práxis na escola. A dissertação trata, portanto, do percurso reflexivo realizado: primeiro abordou-se a elaboração da trajetória pedagógica anterior à ideia da escola de artes, a qual foi baseada especialmente em Foucault, Hannah Arendt e Freinet, traçando-a panoramicamente e dando relevância às principais rupturas que formaram a sua genealogia, compreendendo as escolas enquanto instituições que trabalham com a dimensão do conhecimento e do sensível; depois foi realizado o aprofundamento nas vertentes de pensamento selecionadas, buscando que respondessem às angústias educacionais sobre a criação desse espaço formativo, ampliando o entendimento da dimensão do sensível e percebendo a formação de comunidades como estratégia para fortalecimento de vozes singulares. Trabalhou-se com Audre Lorde, Gloria Anzaldúa, bell hooks e Patrícia Hill Collins para o feminismo negro, bem como com Nêgo Bispo, Grada Kilomba, Jaider Esbell Makuxi, Oliveira e alguns autores do Grupo Modernidade/Colonialidade para o pensamento decolonial e contracolonial, entrelaçando as duas vertentes. Deste percurso reflexivo, emergiram possíveis guias pedagógicas para a escola de artes, sendo elas a ética do cuidado, o enraizar-se no território e a Vida.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/1972
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