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https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2138| Título: | A beleza vai à guerra: imersão nas memórias das mulheres da primeira turma das policiais militares femininas do décimo batalhão de Montes Claros/MG |
| Autor(es): | Campos, Ertz Ramon Teixeira |
| Orientador(ra): | Rodrigues, Rejane Meireles Amaral |
| Membro(s) Banca: | Freitas, Sheille Soares de Pereira, Laurindo Mekie |
| Palavras-chave: | História Oral;Trabalho;Políciais Femininas;Décimo Batalhão;Polícia Militar |
| Área: | Ciencias Humanas |
| Subárea: | Historia |
| Data do documento: | mai-2019 |
| Resumo: | O retorno à democracia no Brasil foi marcado por mudanças de perspectivas das instituições governamentais. Neste ínterim, as instituições militares espelhariam tais mudanças sociais e buscariam estar em compasso com o novo momento do país e, consequentemente, a expansão dos direitos e suas prerrogativas. Inserir mulheres nas fileiras das instituições militares estava em consonância com o tempo e os acontecimentos que rugiam nos extramuros dos quartéis, coadunando com os anseios da sociedade brasileira da década de 1980, além de ajudar na construção de uma auto-imagem humanitária no contexto ditatorial. A participação feminina nas instituições policiais sempre provocou discussões convenientes e importantes, apesar da historiografia ter um número inexpressivo de trabalhos que alcancem essas mulheres. Em Montes Claros/MG, mais precisamente no Décimo Batalhão da Polícia Militar, 55 futuras soldados, iniciariam em 1º de dezembro do mesmo ano, o curso de formação da Primeira Turma de policiais militares femininas (PFEM) do Norte de Minas. A turma que completou, em 2016, trinta anos, teve suas últimas remanescentes até o ano de 2015, quando algumas optaram por se aposentar com todas as vantagens de atingir o ciclo completo de efetivo serviço. Através da metodologia da História Oral, tendo sido o projeto desta pesquisa submetido e aprovado pelo do Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros-MG, em 28/06/2017, buscamos entrevistar quinze mulheres e três homens, sendo que, destas, três não chegaram a se aposentar/reformar na Instituição. Assim, para esta pesquisa, fez-se necessário abordar nessa seara uma questão de que permeia profundamente a história do trabalho feminino: a ocupação dos espaços públicos entre homens e mulheres. Como e o que definiu como cada um dos sexos ocupa e se destaca neste ou naquele espaço? Como explicitar uma dimensão explicativa para a compreensão dessa realidade? Buscamos entender os fatos e como cada uma reagia a estes, tendo elas contato com o militarismo na família ou entrado naquele universo sem realmente saber como seria pertencer à uma instituição com regulamento das forças armadas e que tem em seus pilares a hierarquia e a disciplina. Após a repercussão da pesquisa, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais propôs um Voto de Congratulações e a Câmara Municipal de Montes Claros uma reunião para homenagear a Primeira Turma de Policiais Femininas no Décimo Batalhão. |
| URI: | https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2138 |
| Aparece nas coleções: | Dissertações |
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