Use este identificador para citar ou linkar para este item:
https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2332| Título: | “...Mas o sonho acabou e o inseto está acordado”: horror, humanidade e corpo doente em A Mosca (1986) |
| Autor(es): | Ferreira, Pedro Victor Silveira |
| Orientador(ra): | Pereira, Ester Liberato Cheim, Erika Amorim Tannus |
| Membro(s) Banca: | ., . |
| Palavras-chave: | Corpo;Representação;Horror A Mosca |
| Área: | Ciencias Humanas |
| Subárea: | Historia |
| Data do documento: | set-2025 |
| Resumo: | O final do século XX foi marcado pela emergência de uma nova forma de ler e dar sentido ao corpo e às corporalidades. A partir dos avanços das pesquisas em biotecnologia, engenharia genética e informática, novas representações e discursos passaram a produzir novas verdades sobre a materialidade corporal, provocando a erupção de medos e ansiedades que circulam no imaginário social de uma determinada época e que podem ressoar nos produtos e práticas culturais. Esta pesquisa, portanto, teve, como objetivo, realizar uma análise das representações do corpo presentes no filme A Mosca (1986, dir. David Cronenberg). Lançado em meio à crise sanitária causada pela Aids, a obra cinematográfica tem, como principal arco narrativo, a transformação do personagem principal, Seth Brundle, em um monstruoso híbrido de homem e mosca. Nesta direção, observamos como a narrativa cinematográfica, a partir da estética de horror e ficção científica da obra, cria representações que relacionam a metamorfose corporal do personagem com uma transformação da subjetividade, com a transgressão de fronteiras entre o humano e o não-humano, e, por fim, como a relação entre as questões sociais e políticas sobre o corpo, de 1980, aparecem na trama. Ao utilizarmos os pressupostos teóricos do campo de estudos da história do corpo (Haraway, 2009, 2023; Courtine, 2008, 2013), dos estudos foucaultianos (Foucault, 2008; Orlandi, 1999; Spink, 2013) dos estudos culturais (Kellner, 2001) e nos estudos sobre a linguagem cinematográfica (Morettin, 2007; Napolitano, 2008; Machado, 2014; Mascarello, 2006), realizamos uma análise do discurso da narrativa cinematográfica da obra. Assim, a análise permitiu compreender as formações discursivas históricas que permeiam a trama da película e entender como os medos e ansiedades, em relação ao corpo, se fazem presentes no documento que analisamos, em especial na relação entre metamorfose e rompimento com a humanidade, na involução do personagem para uma animalidade, e, por fim, nas metáforas da transformação com o corpo doente. |
| URI: | https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2332 |
| Aparece nas coleções: | Dissertações |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| Ferreira, Pedro Victor Silveira_ Mas o sonho acabou_ 2025.pdf | 3,25 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.