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Título: Variação Espaço-Temporal da Assembléia de Morcegos em uma Floresta Estacional Decidual no Norte de Minas Gerais
Autor(es): Falcão, Luiz Alberto Dolabela
Orientador(ra): Espírito Santo, Mário Marcos do
Leite, Lemuel Olívio
Membro(s) Banca: Fagundes, Marcílio
Zortéa, Marlon
Palavras-chave: Chiroptera;;regeneração natural;mata seca;tempo de forrageio;guildas tróficas
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Biologia Geral
Data do documento: 26-mai-2010
Resumo: O objetivo do presente estudo foi verificar a variação espaço-temporal da riqueza, abundância e composição de guildas tróficas de morcegos em uma Floresta Estacional Decidual (FED) do Norte de Minas Gerais, bem como determinar a ocorrência de mudanças comportamentais (horário de atividade) associadas à sucessão ecológica nessa área. O estudo foi conduzido em 12 áreas em quatro estágios de sucessão (pasto, estágio inicial, intermediário e tardio) dentro e no entorno do Parque Estadual da Mata Seca – IEF, localizado no município de Manga, Norte de Minas Gerais. A vegetação típica do Parque é a Floresta Estacional Decidual, dominada por árvores que apresentam de 90 a 95% de deciduidade foliar durante o período seco (maio a outubro). Os morcegos foram capturados em oito campanhas de doze dias cada, distribuídas ao longo de dois anos utilizando 10 redes de neblina 12 x 2,5m por noite, totalizando 96 noites de amostragem. Foram capturados 542 indivíduos distribuídos em cinco famílias e 25 espécies, sendo as mais abundantes Artibeus planirostris (131 indivíduos), Desmodus rotundus (113) e Carollia perspicillata (89), correspondendo cerca de 60% do total amostrado. Notou-se um maior número de captura, embora não significativo, em áreas no estágio tardio (n=230), do que em outros estágios sucessionais. A ausência de diferenças estatisticamente significativas provavelmente está relacionada à alta variação entre áreas de um mesmo estágio, aumentando assim a variabilidade dos dados, além da relativa proximidade entre os sítios de amostragem. Somente a proporção de morcegos nectarívoros diferiu entre os estágios sucessionais, com maior número de capturas no estágio intermediário. A abundância de morcegos foi significativamente menor na estação seca que na chuvosa, mas não foram observadas diferenças para a riqueza de espécies. Entre as diferentes guildas, somente os onívoros e nectarívoros variaram estatisticamente ao longo do tempo de amostragem. Com relação ao horário de atividade dos morcegos, observou-se uma tendência de maior atividade na primeira hora de amostragem, exceto para hematófagos. De maneira geral, este foi o padrão para todos os estágios, mas algumas variações podem ser observadas principalmente dentre os frugívoros. Nossos resultados demonstraram que, embora a perda de áreas de florestas em estágios avançados de sucessão acarrete em perda de diversidade, as áreas em estágio secundário de sucessão são importante habitat para comunidade de morcegos em FEDs. Frente à escassez de estudos e a alta taxa de desmatamento observada em Florestas Tropicais Secas, mais estudos são necessários para que seja conhecido o padrão geral da resposta dos morcegos a degradação nestas áreas, bem como seus efeitos para conservação das mesmas
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2386
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