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Título: Herbivoria e defesas foliares ao longo de um gradiente sucessional em uma floresta tropical seca
Autor(es): Fonseca, Maria Betânia
Orientador(ra): Espírito-Santo, Mário Marcos do
Aclécio, Geraldo
Membro(s) Banca: Neves, Frederico Siqueira
Cornelissen, Tatiane Garabini
Palavras-chave: Sucessão ecológica;Conteúdo nutricional;Compostos fenólicos;Esclerofilia foliar
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Biologia Geral
Data do documento: 12-ago-2013
Resumo: Herbivoria e defesas foliares ao longo de um gradiente sucessional em uma floresta tropical seca. Fonseca, Maria Betânia. Ms. Ciências Biológicas. Universidade Estadual de Montes Claros. Agosto, 2013. Orientador: Dr. Mário Marcos Espírito-Santo. Co-orientador: Dr. Geraldo Aclécio Melo. Este trabalho teve como objetivo comparar o dano foliar causado por herbívoros ao longo de um gradiente sucessional em uma floresta tropical seca, relacionando-os com a esclerofilia, níveis de defesas químicas, conteúdo nutricional e complexidade estrutural do hábitat. Foram avaliadas a taxa de herbivoria foliar, conteúdo de nitrogênio, compostos fenólicos, taninos, esclerofilia foliar e complexidade ambiental ao longo de três estágios de sucessão (inicial, intermediário e tardio). As amostragens foram realizadas em Abril-Maio de 2011 em 15 parcelas de 50 x 20 m (0,1 ha) delimitadas em três unidades de conservação localizadas no Norte de Minas Gerais. Foram selecionadas cinco espécies mais abundantes em cada parcela, sendo marcados até cinco indivíduos para cada espécie por parcela. De cada indivíduo arbóreo selecionado, foram coletadas aleatoriamente 20 folhas sendo levadas ao laboratório para a realização das análises físico-químicas. Parcelas em estágio inicial de sucessão apresentaram menores valores médios de altura, densidade e complexidade estrutural quando comparadas aos estágios intermediários e tardios. De uma maneira geral, a porcentagem média de área foliar perdida (2,5-4,2%, dependendo do estágio), foi baixa em relação a outros estudos realizados em florestas tropicais secas, podendo estar relacionado a grandes quantidades de defensivos detectados ou pela baixa pressão de herbívoros sofrida pelas espécies encontradas nesses ambientes. Com relação às características de defesa foliar, a esclerofilia variou entre os estágios sucessionais, diminuindo gradualmente ao longo da sucessão, possivelmente devido a alta radiação solar dos estágios iniciais. Os níveis de compostos fenólicos foram maiores no estágio tardio e não houve diferenças estatísticas para essa variável entre os estágios inicial e intermediário. Já a concentração de taninos não diferiu entre os estágios sucessionais. Na escala de indivíduo, o tanino afetou negativamente a herbivoria, agindo como defensivo. A complexidade estrutural afetou positivamente a área foliar perdida, mas teve um efeito negativo sobre a concentração de compostos fenólicos e MFE, provavelmente devido a alta abundância de insetos herbívoros nos estágios mais avançados.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2391
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