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https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2440| Título: | Variação temporal de aves insetívoras que utilizam o sub bosque em uma floresta estacional decidual do Norte de Minas Gerais |
| Autor(es): | Caldeira, Karen Mirele |
| Orientador(ra): | Leite, Lemuel Olívio Pessoa, Rodrigo Oliveira |
| Membro(s) Banca: | Reis Júnior, Ronaldo |
| Palavras-chave: | .;. |
| Área: | Ciencias Biologicas |
| Subárea: | Biologia Geral |
| Data do documento: | mai-2014 |
| Resumo: | A dinâmica e estrutura das comunidades animais podem variar em escala espacial e/ou temporal, levando a mudanças nos padrões de abundância relativa, riqueza e composição de espécies. Tais mudanças foram bastante estudadas com relação às aves insetívoras que utilizam o sub-bosque em ambientes úmidos, no entanto, poucos foram realizados em ambientes sazonais, como as florestas deciduais, às quais se apresentam geralmente como um mosaico em diferentes estágios de sucessão ecológica. Em razão desse grupo de aves ser territorialista, ter baixa mobilidade, apresentar um elevado grau de especialização ecológica e sensibilidade às mudanças em populações de presas das quais se alimentam, conhecer como a comunidade de aves insetívoras que utiliza o sub-bosque muda ao longo do tempo pode mostrar como a sazonalidade e a sucessão ocorre em florestas estacionais deciduais. Desse modo, o objetivo desse trabalho foi verificar como a riqueza, abundância e a composição de aves insetívoras que utilizam o sub-bosque variam em relação à sazonalidade climática e à regeneração natural em três estágios sucessionais - inicial, intermediário e tardio, em uma Floresta Estacional Decidual localizada no Parque Estadual da Mata Seca, norte de Minas Gerais. O estudo foi realizado entre outubro de 2007 e junho de 2013, num total de seis anos. Em cada ano foram realizadas quatro coletas, às quais correspondem ao final da estação chuvosa (FC), início da estação seca (IS), final da estação seca (FS) e início da estação chuvosa (IC), sendo utilizadas redes de neblina para a captura das aves. No estágio inicial, a riqueza diferiu entre as estações e entre os anos, enquanto a abundância apenas entre as estações. No intermediário, houve diferença significativa na riqueza e abundância somente entre as estações. No tardio, houve diferença significativa somente com relação à abundância, a qual variou apenas entre as estações. A composição de espécies mostrou o mesmo padrão nos três estágios. Houve variação na composição de aves entre as estações, mas não ao longo dos seis anos de regeneração natural em cada estágio. Com relação às espécies indicadoras, de modo geral, foi observado um baixo número de espécies características em relação às estações em cada estágio, considerando o total de espécies capturadas em cada um. Diante de tais informações, as aves insetívoras que utilizam o sub-bosque na Floresta Estacional Decidual estudada, de modo geral, apresentaram variação na riqueza, abundância e composição de espécies significativamente relacionadas à sazonalidade climática, como era esperado. Tal observação indica as mudanças nos aspectos estruturais da comunidade de aves insetívoras que utilizam o sub-bosque na FED do PEMS estão mais relacionadas às mudanças em uma escala temporal menor, ou seja, entre as estações, do que a mudanças estruturais na vegetação ao longo dos anos. Isso sugere que a sazonalidade climática é o principal fator que estrutura a comunidade de aves na floresta estudada. |
| URI: | https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2440 |
| Aparece nas coleções: | Dissertações |
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