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Título: Leveduras Saccharomyces sp. E Não-Saccharomyces de potencial cervejeiro isoladas de frutos do cerrado
Autor(es): Capuchinho, Lauany Matos de Novais
Orientador(ra): Valério, Henrique Maia
Borges, Magno Augusto Zazá
Membro(s) Banca: Duarte, Felipe Cimino
Silva, Junio Cota
Palavras-chave: Análise físico-química;Cerveja;Fermentação;Leveduras selvagens;Saccharomyces cerevisiae
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Biologia Geral
Data do documento: 2017
Resumo: A produção e consumo de cervejas artesanais tem crescido muito no Brasil nos últimos anos e isso tem fomentado a busca de insumos nacionais, como leveduras selvagens, para o preparo da bebida, mas pouco se sabe sobre a utilização destas na produção, o que torna o produtor um dependente de cepas de leveduras comerciais importadas. Portanto, o objetivo desse trabalho foi isolar leveduras selvagens de frutos do Cerrado e submetê-las a um processo de produção de cerveja em malte puro, comparado a uma levedura Ale comercial S-33 (amplamente utilizada no mercado), nas mesmas condições. As linhagens foram isoladas em meio BDA e transferidas para meio YPD as quais foram submetidas a teste de estresse em 5, 7, 5, 10, 12 e 15% de etanol PA, realizou-se espectrofotometria e posterior plaqueamento para verificação de biomassa celular e quantidade de colônias viáveis. Posteriormente, foram submetidas a uma fermentação teste em eppendorf em meio contendo glicose com transferências de concentração partindo de 2, 4, 8 e 12o Brix. Assim, pôde-se selecionar 4 linhagens que se comportaram de maneira significativa nos processos de tolerância ao etanol bem como de fermentação em glicose padrão para cerveja, que é 12o Brix. Logo, as amostras foram replicadas em meio Sabouraud líquido para obtenção de massa celular suficiente para inocular no mosto cervejeiro. Posteriormente, as linhagens foram transferidas para o mosto a 12o Brix e assim procedeu-se a fermentação primária por 22 dias a uma temperatura constante de 18oC. Foram feitas medidas constantes de pH, densidade, acidez volátil, éster e turbidez. Os resultados mostraram que a capacidade fermentativa foi lenta com redução inicial de Brix baixa, com um aumento mais acelerado no final da fermentação, teor alcoólico variando entre 1,91 a 3,9%, destacaram-se as linhagens controle e a amostra 18 I quanto a produção de etanol. O pH manteve-se 4,6, dentro do padrão para cervejas. Por outro lado, quanto aos valores de acidez volátil, ésteres e turbidez, observou-se que todas as amostras ficaram fora do padrão, no entanto, não se pode inferir que não estejam palatáveis, sem a análise sensorial. Foi observado aroma frutado na maioria das amostras, característica marcante em cervejas tipo Ale, duas dentre as quatro amostras ficaram fora desse padrão. O nível de amargor ficou em 46,1 IBU, um pouco acima do estabelecido, porém aceitável ao estilo. De modo geral, os métodos de isolamento foram efetivos e os resultados promissores, visando o aprimoramento em etapas subsequentes.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2444
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