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Título: Estrutura da paisagem na regulação de insetos herbívoros em Eugenia dysenterica
Autor(es): Fiuza, Luana dos Reis
Orientador(ra): Faria, Maurício Lopes de
Cuevas-Reyes, Pablo
Membro(s) Banca: ., .
Palavras-chave: Assimetria flutuante;Eucalipto;Eugenia dysenterica;Herbivoria;Paisagem
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Biologia Geral
Data do documento: out-2025
Resumo: A estrutura da paisagem desempenha um papel crucial nas dinâmicas ecossistêmicas, influenciando diretamente a distribuição e as interações entre as espécies. Neste contexto, atividades de mudança no uso do solo, como plantios de Eucalyptus, têm promovido alterações profundas na estrutura da paisagem do Cerrado, com potenciais efeitos sobre a vegetação nativa e a fauna de insetos herbívoros associados. Neste estudo, testamos duas hipóteses: a Hipótese da Diversidade Estrutural do Habitat (HDEH) e a Hipótese do Estresse Ambiental (HEA). Avaliamos como a estrutura da vegetação local e da paisagem, em diferentes escalas espaciais, influencia atributos foliares como a Assimetria Flutuante (AF) das folhas de Eugenia dysenterica. Foram analisados 100 indivíduos de E. dysenterica distribuídos em quatro municípios do Norte de Minas Gerais - Brasil. Cada indivíduo foi tomado como uma unidade amostral independente, no qual foi mensurado a assimetria flutuante das folhas (AF), as taxas de herbivoria e a estrutura da vegetação em escala local (5 metros). Para a análise da paisagem em escala regional, através de imagens de satélite, foram traçadas três circunferências concêntricas nas escalas de 50, 500 e 1000 metros. A composição de herbívoros foi avaliada por meio da identificação de morfoespécies de insetos herbívoros de vida livre e endófagos galhadores, que foram comparados entre os diferentes locais e escalas. Nossos resultados mostraram que a riqueza de plantas em escala local, reduziu as taxas de herbivoria, enquanto a heterogeneidade da paisagem e a porcentagem de vegetação preservada favoreceram o aumento da herbivoria em escalas mais amplas. A composição de herbívoros variou principalmente por substituição de espécies, com efeitos significativos associados a cobertura de eucalipto em escala regional. Já os insetos galhadores responderam de forma distinta aos filtros ambientais, sendo influenciados pela cobertura de vegetação preservada e vegetação degradada. Por outro lado, a AF se mostrou insensível a todos os gradientes ambientais avaliados. Este trabalho destaca a importância de integrar atributos foliares e padrões de diversidade de herbívoros em uma perspectiva multiescalar, contribuindo para a compreensão dos efeitos de pressões antrópicas sobre a funcionalidade ecológica do Cerrado.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2476
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