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Título: Padrões de diversidade ao longo da sucessão em florestas tropicais secas: Uma abordagem multi-taxonômica
Autor(es): Oliveira, Priscila Santos
Orientador(ra): Espírito Santo, Mário Marcos do
Membro(s) Banca: Camarota, Flávio de Carvalho
Araújo, Walter Santos de
Palavras-chave: Composição de espécies;Diversidade beta;Regeneração natural;Sucessão secundária
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Biologia Geral
Data do documento: out-2021
Resumo: As regiões tropicais vêm sofrendo por décadas com o desmatamento seguido da perda de habitat e extinção de espécies. No entanto a regeneração natural através da sucessão ecológica tem se tornado uma medida compensatória e um importante fator para a manutenção da biodiversidade, dos serviços ecossistêmicos e para a montagem das comunidades ecológicas. Assim sendo, a análise de partição da diversidade beta e seus componentes (turnover e aninhamento) tem sido bastante útil para a investigação dos padrões sucessionais em florestas tropicais secas (FTSs). Neste estudo analisamos a riqueza, composição e diversidade beta (β) de espécies de árvores e cinco grupos de insetos: borboletas frugívoras, insetos herbívoros, mosquitos culicídeos, besouros escarabeíneos e formigas. O estudo foi conduzido em três regiões de FTSs (Norte de Minas, Patos e Serra do Cipó) com 39 parcelas, 13 em cada estágio sucessional (inicial, intermediário e tardio), onde foram realizados o levantamento florístico e a amostragem dos cinco grupos de insetos. Assim, testamos se a riqueza e abundância de espécies diferiram entre estágios e utilizamos dados de ausência e presença para métricas de composição e diversidade em cada área e entre estágios sucessionais. Só observamos diferenças significativas na riqueza geral em Patos, sendo maior no estágio tardio. Entretanto a composição geral de espécies mostrou grandes diferenças entre estágios em cada região. No particionamento aditivo o componente da diversidade β (β¹ entre parcelas e β² entre estágios) representou 90% da riqueza de espécies e as diferenças entre estágios foram maiores que o esperado. Essa diversidade deveu-se principalmente ao turnover de espécies. Tal padrão sugere influências fortes de fatores locais, como mudanças espaciais nos recursos entre os estágios. Portanto, nossos resultados mostram que a composição de espécies é o melhor indicativo de diferenças entre estágios. No entanto, a influência relativa desses processos podem variar no espaço e no tempo, dependendo das características biológicas dos organismos de cada táxon, como a capacidade de dispersão, tamanho do corpo e hábitos alimentares.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2486
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