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Título: Distribuição espacial da variabilidade genética intrapopulacional de Tabebuia impetiginosa e Tabebuia serratifolia em uma Floresta Estacional Semidecidual
Autor(es): Santos, Raquel Estolano
Orientador(ra): Fagundes, Marcílio
Collevatti, Rosane Garcia
Membro(s) Banca: Pessoa, Rodrigo Oliveira
Melo Júnior, Afrânio Farias de
Palavras-chave: .;.
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Biologia Geral
Data do documento: 14-mar-2011
Resumo: No Cerrado, a família Bignoniaceae é amplamente representada pelos gêneros Tabebuia, Tecoma e Jacaranda. Embora o gênero Tabebuia, conhecido popularmente como ipê, possua ampla distribuição e alto valor econômico, as espécies mais estudadas do gênero são as da floresta amazônica, sendo poucos ainda os estudos sobre genética desse gênero nas Florestas Estacionais do Cerrado. Tabebuia impetiginosa e Tabebuia serratifolia são espécies utilizadas de forma não sustentável e comercial em diversas áreas, como nas indústrias farmacêuticas e principalmente, madeireiras. A fragmentação e destruição de habitats têm levado a diminuição das populações e extinção local das mesmas. A estrutura genética espacial está diretamente relacionada à história de vida da planta, e pode ser afetada tanto por processos ecológicos quanto por processos demográficos e genéticos. Este trabalho visa o estudo da estrutura genética espacial de duas espécies de Tabebuia, com o objetivo de dar subsídio para sua conservação e manejo. No Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco-PEAMP, remanescente de Floresta Estacional Semidecidual, sul de Goiás, foram mapeados e amostrados 31 indivíduos de T. impetiginosa e de 62 indivíduos de T. serratifolia. Todos os indivíduos foram genotipados utilizando seis locos microssatélites. T. impetiginosa apresentou uma média de 11,3 alelos por loco com variação de 6 (TAU 21) a 16 (TAU 28) alelos. Já T. serratifolia apresentou uma média de 4.3 alelos por loco variando de 2 (TAU 21 e TAU 31) a 8 alelos (TAU 15). T. impetiginosa apresentou maior diversidade genética (He = 0, 804) que T. serratifolia (He = 0, 473). O coeficiente de endogamia (f) foi significativo para as duas espécies (p > 0, 00833) e todos os locos estão em equilíbrio de ligação (p > 0, 003333). Ambas as espécies apresentaram autocorrelação espacial significativa (b = -0, 0036, p < 0, 001). Entretanto, o parentesco diminui fortemente e foram significativas somente até 20 metros para ambas as espécies. Assim, a estrutura genética espacial é significativa, porém fraca (Sp = 0,036 para T. impetiginosa e 0,032 para T. serratifolia). A vizinhança genética, estimada pela estrutura genética espacial, foi ligeiramente maior para T. serratifolia que para (Nb=29,92) T. impetiginosa (Nb=27,35). Nossos resultados mostram que, apesar das espécies estudadas serem dispersas pelo vento, esta dispersão está limitada a pequenas distâncias originando uma população cada vez mais aparentada
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2490
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