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Título: Chuva de sementes como indicador de restauração ecológica em matas ripárias do Distrito Federal
Autor(es): Pachêco, Barbara Silva
Orientador(ra): Gonçalves Junior, José Francisco
Aquino, Fabiana de Gois
Albuquerque, Lidiamar Barbosa de
Membro(s) Banca: ., .
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Biologia Geral
Data do documento: 27-mar-2014
Resumo: O conhecimento da variação da chuva de sementes contribui para a compreensão dos processos reprodutivos e da dinâmica dos ecossistemas podendo subsidiar ações de restauração de áreas degradadas. Projetos que visam restaurar ambientes degradados necessitam de ferramentas para avaliar o progresso da restauração. Os indicadores ecológicos compreendem essas ferramentas que permite interpretar a situação da área para intervir. O objetivo deste trabalho foi avaliar a chuva de sementes como indicador de restauração ecológica em áreas de zonas ripárias no Distrito Federal. Foram instalados 132 coletores de sementes em duas áreas de matas ripárias que diferem quanto ao histórico de uso da terra e paisagem de entorno (Rio Jardim e Córrego Capão Comprido). Nas duas área foram instalados tratamentos, com três repetições (parcelas), para avaliação do aporte de chuva de sementes tanto na mata remanescentes (MR) como na área em processo de restauração (APR). Na APR foram instalados tratamentos com as técnicas de restauração ecológica: nucleação de Anderson, linha de recobrimento e diversidade, poleiro, nucleação Anderson + poleiro, controle. Em cada área foram instalados diferentes tratamentos (de acordo com o tamanho da área). Em cada parcela foi distribuído quatro coletores de chuva de sementes (50 x 50 cm, a 15 cm do solo, malha de nylon de 1 mm²). Como cada tratamento possuía três repetições, foram avaliados, portanto 12 coletores/tratamento/mês. O material depositado nos coletores foi recolhido mensalmente por um ano (março de 2012 a fevereiro de 2013), em sacos de papel e triado no Laboratório de Biologia Vegetal da Embrapa Cerrados e Laboratório de Biologia da conservação da UNIMONTES. As sementes foram separadas, com auxilio de estereomicroscópio, sendo quantificadas e identificadas quando possível em espécie e modo de dispersão. Na área do Jardim foi amostrado no total 100.040 diásporos (8337sem/m2), sendo 4053 (1351m2) MR e 96987(10777sem/m2) na APR. No Coité (Capão Comprido) foi 74.316 diásporos (3539sem/m2), sendo 5718 (1906sem/m2) MR e 68598 (3811sem/m2). Sendo as maiores quantidades representadas pela espécie invasora Urochloa decumbens (Stapf) R.D. Nas duas áreas a síndrome de dispersão predominante na área em processo de restauração (APR) foi a anemocórica e na mata remanescente (MR) a “não anemocória”. Em ambas as áreas as sementes de tamanhos pequenos (<2mm) foram mais abundantes. No aporte de chuva de sementes houve variação entre os meses, sendo o pico em abril para o Rio Jardim e fevereiro para o Coité. Em ambas as áreas registrou-se diferenças entre o aporte de chuva de sementes na APR e na MR. No Jardim os tratamentos que apresentaram os maiores aportes de chuva de sementes quanto à abundância e riqueza foram T3 (controle) e T4 (mata remanescente), respectivamente (p<0,001,GL:8). Na área Coité foram, respectivamente, T5 (linha de diversidade e recobrimento) e T7 (mata remanescente) (p<0,001, GL:14). Com os resultados obtidos para ambas as áreas é possível observar que a chuva de sementes reflete as situações distintas de cada área respondendo a pequenas variações, refletindo o estado de conservação de cada ambiente e permitindo ter conclusões também no âmbito da paisagem. Devido a essa acurácia, sensibilidade e mensurabilidade a chuva de sementes pode ser utilizada como indicador de restauração ecológica em áreas ripárias, permitindo extrair do estudo informações sobre a capacidade de regeneração do ecossistema. Podendo ser utilizado como indicador do potencial de regeneração ou como indicador de automanutenção para subsidiar as atividades de manejo e/ou a escolha de melhores metodologias para a restauração.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2497
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