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Título: Sazonalidade no acúmulo de frutanos em órgãos subterrâneos de gomphrena marginata seub. (AMARANTHACEAE) em área de campo rupestre
Autor(es): Silva, Fernanda Gomes da
Orientador(ra): Melo, Geraldo Aclécio
Silva, Emerson Alves
Membro(s) Banca: Maia, Victor Martins
Ribeiro, Rita de Cássia Leone Figueiredo
Palavras-chave: frutanos;Gomphrena marginata;sazonalidade
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Biologia Geral
Data do documento: 2012
Resumo: A sazonalidade climática é uma das principais características do Cerrado e como consequência a vegetação deste bioma desenvolveu diversas adaptações. Gomphrena marginata Seub.é uma herbácea de campo rupestre que apresenta estrutura subterrânea espessa e ocorre em uma região marcada pela sazonalidade climática. Neste contexto, este trabalho objetivou analisar a ocorrência e a sazonalidade do acúmulo de carboidratos do tipo frutanos em órgãos subterrâneos de G. marginata e a relação destes carboidratos com a disponibilidade de água no solo e relações hídricas das plantas. Exemplares de G. marginata foram coletados mensalmente no período de agosto de 2010 a julho de 2011 nos campos rupestres da Área de Preservação Ambiental (APA) “Conjunto Paisagístico da Serra Resplandecente” do município de Itacambira-MG (16°59’47“S, 43°20’01”W). Para tal, no período de um ano, análises quantitativas mensais dos teores de frutose total, fruto polissacarídeos, fruto-oligossacarídeos, açúcares redutores e prolina livre foram realizadas em órgãos subterrâneos de G. marginata. Também foram feitas análises qualitativas dos carboidratos por cromatografia em camada delgada (TLC) e cromatografia de troca aniônica de alta resolução com detector de pulso amperométrico (HPAEC/PAD). Quanto ao aspecto hídrico foram determinados a umidade do solo, o conteúdo relativo de água (CRA) e o potencial osmótico (Ψs) do suco celular das estruturas subterrâneas. Em adição, dados de precipitação (mm), umidade relativa (UR) e temperatura média do ar foram obtidos no site do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG. Os dados obtidos foram analisados por meio de correlação simples (Pearson) e entre todos os parâmetros ambientais, de relações hídricas e bioquímicas. Foi utilizado o teste “t” de Student para avaliar a significância das correlações em nível de 5% de probabilidade. Durante o período chuvoso (setembro de 2010 a março de 2011) foi observado o aumento do conteúdo de açúcares redutores enquanto houve decréscimo no conteúdo de fruto-polissacarídeos. Alterações também detectadas nas análises por TLC e HPAEC/PAD. Nos meses de agosto a dezembro elevada quantidade de frutose livre e sacarose foi observada, evidenciando a ocorrência da despolimerização das cadeias de fruto-polissacarídeos. Em campo foi observado que o período de florescimento desta espécie ocorreu predominantemente nos meses de setembro a novembro de 2010. Provavelmente os carboidratos de reserva (fruto-polissacarídeos) foram despolimerizados e translocados para a parte aérea em intenso desenvolvimento. Durante o período seco foram encontradas correlações entre o conteúdo de açúcar redutor e os parâmetros UR e umidade do solo. Neste período houve intenso acúmulo de fruto-polissacarídeos. Este acúmulo pode ser associado à translocação de fotoassimilados para o sistema subterrâneo antes da senescência e abscisão foliar, observadas especialmente nos meses de junho e julho de 2010. A espécie G. marginata possivelmente dispõe de estratégias que evitam a perda de água como o controle do movimento estomático e/ou aceleração da senescência e abscisão foliar. O conteúdo de prolina apresentou correlações positivas significativas com o CRA, entretanto, devido à baixa concentração observada, é questionável a atuação deste aminoácido na osmorregulação, apesar de não ser descartada a possibilidade de ser um sinalizador. Concluiu-se que o acúmulo de frutanos em órgãos subterrâneos em G. marginata é sazonal. A despolimerização de fruto polissacarídeos ocorre no período chuvoso, o qual coincide com o período de floração das plantas. Por outro lado, durante o período seco ocorre o acúmulo dos frutanos de cadeia longa
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2542
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