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Título: Condições de saúde e de trabalho dos professores da educação básica da rede estadual de ensino do estado de Minas Gerais
Autor(es): Martins, Igor Monteiro Lima
Orientador(ra): Haikal, Desirée Sant’Ana
Paula, Alfredo Maurício Batista de
Membro(s) Banca: Caldeira, Antônio Prates
Rocha, Josiane Santos Brant
Lima, Eduardo de Paula
Prince, Karina Andrade de
Palavras-chave: Professores escolares;qualidade do sono;satisfação no trabalho;dependência comportamental
Área: Ciencias da Saude
Subárea: Medicina
Data do documento: 9-mai-2025
Resumo: A classe docente é uma das mais vulneráveis ao adoecimento. As condições de saúde no trabalho dos docentes são caracterizadas por vários aspectos, dentre eles a qualidade do sono e a satisfação com o trabalho. Em 2021, durante o retorno das atividades presenciais, foi desenvolvido o projeto “Condições de Saúde e Trabalho de Professores da Educação Básica do Estado de Minas Gerais: Estudo de Coorte” (ProfSMinas), um inquérito epidemiológico longitudinal do tipo websurvey, que obteve a participação de 1.907 professores de escolas estaduais no baseline. Dois anos depois, houve o seguimento com um novo inquérito, e 767 professores permaneceram na segunda coleta. A partir dos dados coletados nessas duas ondas do ProfSMinas, foram alcançados quatro produtos científicos. O primeiro artigo analisou a qualidade do sono dos professores e teve como objetivo estimar a prevalência de qualidade ruim e muito ruim, além dos fatores associados. A prevalência foi de 39,1%, e os principais fatores associados a essa condição foram: idade, sexo, ser o principal provedor do lar, jornada de trabalho, tipo de vínculo, baixo controle sobre o trabalho, baixo apoio social, alta demanda psicológica, insatisfação com o trabalho, alimentação inadequada, dependência do smartphone, medo da COVID-19, autoavaliação de saúde ruim ou péssima, ansiedade, transtorno mental comum e dor nas costas. No segundo artigo, a proposta foi avaliar as inter-relações de fatores associados à qualidade do sono em professores do ensino básico da rede pública do estado de Minas Gerais, considerando a satisfação com o trabalho como possível mediador. Observou-se que a satisfação com o trabalho potencializa o transtorno mental comum e a percepção sobre a remuneração. No terceiro artigo, o objetivo foi avaliar longitudinalmente as mudanças observadas nos padrões de saúde de professores, e notou-se uma piora na prevalência de DCNT, nas questões mentais e na alimentação. No entanto, não houve diferença na prevalência da qualidade do sono ruim e muito ruim, e em relação à prática de atividades físicas observou-se maior adesão por parte dos professores. No quarto artigo, avaliou-se a dependência do smartphone e os fatores associados, constatando-se uma prevalência de 18,5%, estando entre os fatores: idade, atuar em turno noturno, alta demanda psicológica, alimentação inadequada, ansiedade, depressão e transtorno mental comum. Em linhas gerais, observa-se que aspectos relevantes das condições de saúde e trabalho merecem atenção adicional, pois são evidências empíricas que impactam na qualidade de vida e do trabalho dos professores e, em última análise, na qualidade da educação do estado de Minas Gerais.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2569
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