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https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2570| Título: | Fatores associados ao trabalho de homens quilombolas rurais do norte de Minas Gerais: um estudo populacional |
| Autor(es): | Neiva, Ricardo Jardim |
| Orientador(ra): | Rodrigues Neto, João Felício Silveira, Marise Fagundes |
| Membro(s) Banca: | Sampaio, Cristina Andrade Morais, Aisiane Cedraz Mota, Écila Campos Santos, Eliane Macedo Sobrinho |
| Palavras-chave: | Trabalho;Estresse;Dinâmica populacional;Saúde de Minorias;Quilombolas |
| Área: | Ciencias da Saude |
| Subárea: | Medicina |
| Data do documento: | 18-jun-2025 |
| Resumo: | O presente estudo busca analisar os fatores associados ao trabalho em homens pertencentes a comunidades quilombolas localizadas em territórios da Macrorregião de Saúde Norte, do Estado de Minas Gerais, Brasil. Foi um estudo transversal de base populacional, realizado em 2019. Para a coleta de dados, utilizou-se o questionário “Situação de Saúde e Trabalho de Quilombolas do Norte de Minas Gerais”. Para dados referentes à classificação de estresse relacionado ao trabalho foi utilizado o Job Stress Scale (JSS), e para dados relacionados a Transtornos Mentais Comuns utilizou-se o Self Reporting Questionnaire (SRQ-20). Foram realizadas análises descritivas, análises bivariadas e análises múltiplas, utilizando a regressão logística binária ou multinomial para estimar a magnitude das associações por meio da razão de chances (Odds Ratio). Sobre estresse associado ao trabalho, identificou-se associação positiva do trabalho de alto desgaste para indivíduos com idade inferior a 40 anos, empregado rural ou agricultor e com baixa rede de apoio social. Também foi observada associação significativa em indivíduos com resultado positivo para Transtornos Mentais Comuns e trabalho ativo. No que concerne aos fatores associados a transição entre as gerações de homens quilombolas, identificou-se um aumento da razão de chance (OR) da Geração Y em comparação com a Geração X, para a procura por serviço público ou militar como principal ocupação, ausência de contribuição previdenciária, insatisfação com o trabalho, trabalho coletivo com duas a cinco pessoas e seis pessoas ou mais, não consideram o trabalho o período mais importante do dia e não fazer parte de nenhuma associação sindical. O trabalho ativo e de alto desgaste associado a trabalhadores rurais jovens, da zona rural, com baixo apoio social e manifestações de transtornos mentais comuns, justifica uma mudança no perfil da relação com o trabalho pela Geração Y. Esta recorre a busca por trabalho urbano, público ou militar e coletivo, sem demonstrar vinculação social ou previdenciária. Tem ainda uma relação com a atividade laborativa que não a coloca como prioridade e demonstra insatisfação com o mesmo. Diante dos resultados, fica explícita a necessidade de políticas públicas sociais, de formação e de saúde que atendam a essa mudança de perfil, bem como ações governamentais para uma atenção contextualizada com as singularidades das condições de vida desse grupo populacional. É necessário preparar os jovens quilombolas para as mudanças nas relações de trabalho, que devem vir acompanhadas de uma mudança de perspectiva destas mesmas relações de parte da sociedade em geral |
| URI: | https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2570 |
| Aparece nas coleções: | Teses e Dissertações |
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