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Título: Seleção de genótipos de sorgo forrageiro para ensilagem: características agronômicas, parâmetros fermentativos e valor nutritivo
Autor(es): Silva, Marcos Felipe Pereira da
Orientador(ra): Rigueira, João Paulo Sampaio
Membro(s) Banca: Monção, Flávio Pinto
Portugal, Arley Figueiredo
Parrella, Rafael Augusto da Costa
Silva, Pedro Henrique Ferreira da
Palavras-chave: Ensilagem;Interação genótipo ambiente;Sorgo forrageiro;Sorgo Silagem;Valor nutritivo
Área: Ciencias Agrarias
Subárea: Zootecnia
Data do documento: 27-mar-2025
Resumo: A produção de forragem no Brasil, especialmente nas regiões semiáridas, enfrenta limitações impostas pela irregularidade das chuvas e estresses climáticos. O sorgo forrageiro (Sorghum bicolor) apresenta-se como uma alternativa viável devido à sua adaptabilidade ao déficit hídrico e à baixa fertilidade dos solos. O desenvolvimento de novos genótipos mais produtivos e com maior valor nutritivo representa um avanço importante para melhorar a eficiência produtiva de forragem, sendo fundamental avaliá-los quanto ao desempenho agronômico e à qualidade da silagem. Neste estudo, foram analisados 18 genótipos (14 híbridos experimentais e 4 comerciais) em dois experimentos conduzidos nas safras 2021/2022 e 2022/2023. No Experimento 1, os genótipos de sorgo apresentaram diferenças significativas nas características agronômicas. A altura das plantas foi superior no primeiro ano agrícola, com destaque para os genótipos 202110F005 a 202110F013 e CMSXS6000 a CMSXS6003, enquanto BRS655 teve menor estatura. Houve interação genótipo-ano para número de plantas e florescimento: o BRS658 apresentou maior número de plantas no segundo ano e CMSXS6002 foi o mais tardio em ambos os anos. A relação folha-colmo (RFC) foi mais elevada nos genótipos BRS655, BRS658 e AGRI001E. A maior produtividade de matéria verde (PMV) no segundo ano foi registrada por 202110F011, enquanto os maiores valores de matéria seca (PMS) foram obtidos por 202110F007, 202110F011, 202110F012, 202110F013 e CMSXS6000. A análise multivariada evidenciou o genótipo 202110F013 como o mais produtivo e o BRS655 com os menores valores médios. No Experimento 2, as silagens apresentaram pH médio de 3,66 e estabilidade aeróbia média de 127,4 horas, sem diferenças entre os genótipos. O nitrogênio amoniacal foi mais elevado nas silagens de BRS658, CMSXS6001 e Volumax. O genótipo BRS658 teve os maiores teores de matéria seca (307,4 g/kg), proteína bruta (93,9 g/kg) e nutrientes digestíveis totais (614,2 g/kg), além dos menores teores de fibra. Volumax também demonstrou alta qualidade nutricional. O genótipo CMSXS6002 apresentou maior teor de cinzas. Na cinética ruminal, Volumax e BRS658 mostraram maior degradabilidade potencial da matéria seca (649,5 e 639,3 g/kg) e menor fração indigestível (350,5 e 360,6 g/kg). Em relação à fibra, Volumax teve a maior fração degradável (526,5 g/kg) e menor fração indigestível (473,5 g/kg). Silagens dos genótipos 202110F007, 202110F008, CMSXS6000 e CMSXS6002 apresentaram maior produção de matéria seca potencialmente degradável. Conclui-se que a diversidade genética observada permite a seleção de materiais com elevado desempenho produtivo e nutricional. O cruzamento entre 202110F011 e BRS655 é recomendado. Genótipos como 202110F007, CMSXS6000 e CMSXS6001 são indicados para ambientes com variações climáticas devido à sua estabilidade produtiva.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2583
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