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Título: Silagem mista de palma forrageira e sorgo biomassa na alimentação de vacas mestiças em lactação
Autor(es): Oliveira, Pedro Henrique Alves de
Orientador(ra): Rocha Júnior, Vicente Ribeiro
Membro(s) Banca: Monção, Flávio Pinto
Rigueira, João Paulo Sampaio
Souza, André Santos de
Oliveira, Tadeu Silva de
Palavras-chave: Palma forrageira;Ruminante;Silagem;Sorgo Silagem;Sorgo forrageiro;Vaca
Área: Ciencias Agrarias
Subárea: Zootecnia
Data do documento: 30-mai-2025
Resumo: A palma forrageira destaca-se como estratégia para a alimentação de ruminantes em regiões semiáridas, devido ao seu elevado teor de água, capacidade de adaptação a ambientes áridos e composição nutricional favorável. No entanto, seu uso exclusivo é limitado por seu baixo teor de fibra efetiva e proteína bruta. A ensilagem com forragens fibrosas, como o sorgo biomassa, surge como uma alternativa viável para potencializar seu aproveitamento em dietas de vacas leiteiras. O estudo teve como objetivo identificar a melhor proporção de palma forrageira na ensilagem com sorgo biomassa BRS 716 para vacas mestiças, avaliando-se a qualidade nutricional da silagem, o consumo e a digestibilidade dos nutrientes, o comportamento ingestivo, o balanço de nitrogênio, a síntese microbiana, a fermentação ruminal, além da produção e composição do leite. O experimento foi realizado na Fazenda Experimental da Unimontes (Janaúba/MG), utilizando-se 10 vacas em lactação (471,5 ± 52,8 kg) em delineamento com dois quadrados latinos 5 × 5 simultâneos, ao longo de 90 dias. Foram testadas cinco dietas com níveis crescentes de inclusão de palma (0%, 15%, 30%, 45% e 60%) na ensilagem com sorgo biomassa (com base na matéria natural). A relação volumoso:concentrado das dietas foi de aproximadamente 75:25. Os dados foram submetidos a análise de variância e regressão, a 5% de significância. O aumento dos níveis de palma na silagem diminuiu o consumo (P = 0,01) e digestibilidade (P < 0,05) da FDNcp, respectivamente, em 12,03 g/dia e 2,14% para cada 1% adicional de inclusão da palma na silagem. Em contrapartida, houve aumento no consumo (P <0,05) e na digestibilidade (P = 0,01) dos carboidratos não fibrosos (14,87 g/dia e 0,0008% a cada 1% de inclusão, respectivamente), além de uma redução no consumo de extrato etéreo (0,67 g/dia por ponto percentual). O teor de ácido lático elevou-se (P= 0,05) 0,8g/L para cada 1% de aumento de palma, enquanto os demais parâmetros ruminais e a produção microbiana mantiveram-se semelhantes entre os níveis de inclusão. O aumento da palma estendeu o tempo de alimentação por kg de FDNcp (P = 0,01) em 0,298 min/kg FDNcp e reduziu a ingestão de água (P < 0,01), diminuindo cerca de 0,26 L/dia para cada 1% adicional de palma. A diferença de peso corporal mostrou efeito quadrático (P = 0,05) com ponto de peso máximo em 31,4% de palma, enquanto a produção e a composição do leite permaneceram semelhantes entre os tratamentos, com exceção do NUL que diminuiu com a inclusão de palma. Conclui-se que a palma forrageira pode ser incluída na ensilagem em níveis de até 60% da matéria natural da silagem com sorgo biomassa, sem comprometer os parâmetros da fermentação ruminal e o desempenho produtivo de vacas mestiças em lactação.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2585
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