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Título: Neurodiversidade na educação: quem são e como se dão os processos educacionais das crianças neurodivergentes?
Autor(es): Martins, Ana Maria Alves
Orientador(ra): Brandão, Viviane Bernadeth Gandra
Membro(s) Banca: Cardoso, Zilmar Santos
França, Silvana Diamantino
Palavras-chave: Educação inclusiva;Neurodiversidade;Autismo;Autistas - Crianças
Área: Ciencias Humanas
Subárea: Ciência Política
Data do documento: 13-nov-2023
Resumo: Este trabalho consiste em refletir sobre a Neurodiversidade e a Educação Inclusiva. Ao observar a história, nota-se a exclusão de diversos grupos sociais, popularmente nomeados de “minorias”, das práticas institucionais e sociais, por se distanciarem dos padrões convencionalmente construídos, sendo expostos a imposições, restrições educacionais, e políticas e sendo impedidos de práticas coletivas. A expressão Neurodiversidade foi cunhada pela socióloga Judy Singer, conceituando o termo como a compreensão de que as distintas condições neurológicas, que se diferem do “padrão” são parte da diversidade humana, não necessitando de cura ou procedimentos que visem tornar os neurodivergentes “indistinguíveis dos pares”. Sendo assim, a diversidade humana passa a ser compreendida, respeitada e analisada como parte de um contexto social. O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento marcado por diferenças na comunicação social e presença de padrões restritos de interesse e comportamento. A dissertação se constituiu em uma pesquisa bibliográfica, em seu artigo inicial; uma pesquisa quantitativa em seu segundo artigo, que objetiva apresentar quem são as crianças autistas/neurodivergentes e de uma pesquisa qualitativa em seu terceiro artigo, ambos com a população de crianças autistas de seis a onze anos, sem distinções de gênero, cadastradas na Associação Norte Mineira de Apoio ao Autista – ANDA, localizada na cidade de Montes Claros – MG. Utilizou-se como instrumento de pesquisa questionário, obtendo total de quatorze questionários preenchidos pelos responsáveis das crianças. Os resultados apontam um perfil com predominância do gênero masculino. A maior parcela dos participantes encontra-se em baixo nível socioeconômico, matriculados em escolas públicas, além do apontamento da predominância de autistas com comorbidades além do TEA. Além da pesquisa, apontar os estereótipos e expectativas acerca da inclusão, bem como a necessidade de discussões amplas sobre o autismo e as neurodiversidades, considerando que perspectiva da neurodiversidade amplia a aceitação e inclusão das diversidades. Logo, a pesquisa aponta a necessidade de discussões amplas sobre o autismo e as neurodiversidades, considerando os sujeitos em seus contextos, com um olhar atento as possibilidades de dupla excepcionalidade, aos riscos de dupla exclusão e acessos negados, atentando-se a estruturação social sob um paradigma neurotípico, que por si só, leva sujeitos neurodivergentes a se deparar com desafios diários em sua existência, que por vezes serão potencializados por uma educação que os invisibiliza, por um contexto socioeconômico que dificulta acessos à qualidade de vida, por estigmas sociais dentro da própria comunidade de profissionais da saúde e educação.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/1733
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