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https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2151| Título: | “Eu fui lá e reconheci esta comunidade!”: ensinagens de quilombo e territorialidade dos afetos no movimento político de mulheres em Buriti do Meio (1994-2020) |
| Autor(es): | Cordeiro, Ana Claudia Vieira |
| Orientador(ra): | Delfino, Leonara Lacerda Maia, Claudia de Jesus |
| Membro(s) Banca: | ., . |
| Palavras-chave: | Ensinagens de quilombo;Território dos afetos;Mulheres quilombolas;Saberes tradicionais;Memórias-vivas |
| Área: | Ciencias Humanas |
| Subárea: | Historia |
| Data do documento: | mar-2024 |
| Resumo: | O presente estudo foi dedicado às ensinagens de quilombo elaboradas, sobretudo, por lideranças femininas na Comunidade Quilombola Buriti do Meio. Nossa hipótese é que os espaços de aprendizagens, elaborados de forma comunitária e colaborativa nos quintais do quilombo, viabilizaram o que definimos como “territorialidade de afetos”. Conceito este fundamental para compreendermos o movimento político de mulheres que agenciam o processo de conquistas de políticas públicas nessa comunidade tradicional, através de suas ações mediadas pelo ativismo na Associação Quilombola de Buriti do Meio. Nesse sentido, buscamos refletir acerca do agenciamento político dessas mulheres durante o processo de reconhecimento da comunidade, enquanto territorialidade quilombola na luta pela defesa do território tradicional, constantemente ameaçado pelo avanço do agronegócio na região do Norte de Minas. Para cumprirmos nosso objetivo, analisamos, a partir da metodologia da história oral, a atuação de seis lideranças femininas, a saber: Dona das Neves, Simone de Souza, Maria Roma Reis, Ana Lina, Ana Luiza e Joana de Fátima. Ouvimos suas trajetórias de vida e identificamos que suas ações as tornam “guardiãs” da memória viva, por atuarem ativamente na construção dos espaços seguros dedicados à partilha das ensinagens de quilombo, notadamente: os quintais de Dona das Neves e de Dona Eva (já falecida), os galpões de artesanato, a associação de moradores e a escola quilombola da Passagem Funda. Consideramos por ensinagens, para além do letramento da escrita, as práticas de transmissão dessas memórias vivas (permanentemente re-significadas) e as ações educativas presentes na contação de histórias, no ensinamento das cantigas, na lida com a terra e com o roçado, na escuta dos/as mais velhos, no manuseio do barro para a feitura dos potes, na corporeidade das dançadeiras e no letramento racial quilombola presente nos encontros celebrativos da Festa da Abolição da Escravatura e no Dia da Consciência Negra, a partir do projeto comunitário “Resistir e afirmar”. |
| URI: | https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2151 |
| Aparece nas coleções: | Dissertações |
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| Cordeiro, Ana Claudia Vieira_ “Eu fui lá e reconheci esta comunidade!”_ 2024.pdf | 3,4 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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