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Título: A captura de Osama Bin Laden: as representações sobre o Islã e o ocidente na Folha e Veja.
Autor(es): Chaves Filho, José Eustáquio
Orientador(ra): Queiroz, César Henrique de
Membro(s) Banca: ., .
Palavras-chave: Representações;Islã;Ocidente;Imprensa;Liberdade
Área: Ciencias Humanas
Subárea: Historia
Data do documento: mar-2017
Resumo: Essa dissertação é um estudo sobre as representações das relações entre o Islã e a civilização Ocidental presentes na imprensa escrita, Revista Veja e o Jornal Folha de São Paulo durante a cobertura da captura e assassinato do terrorista Osama bin Laden. Inicialmente, a pesquisa verifica a presença de representações que evocam a tradição orientalista, aos moldes da critica construída por Edward Said em sua obra o Orientalismo. A partir do estudo das fontes, verifica-se que os dois veículos midiáticos se afastaram de tal tradição e construíram seus textos a partir de outras referências. A Revista Veja, em uma postura pró-ação norte americana, construiu um discurso permeado de características liberais, que ao mesmo tempo não recorria à estigmatização da religião islâmica, mas a igualou ao cristianismo e ao judaísmo, descreveu a diversidade de práticas religiosas dentro do Islã, e separou a religião do terrorismo. O periódico recorreu a argumentos baseados na defesa de valores liberais como secularismo, liberdade religiosa e livre-iniciativa, sendo justificativas para a ação norte americana e para as demais ações norte-americanas no Oriente Médio. O jornal Folha de São Paulo, assume uma posição oposta à da Revista Veja, ao enquadrar a construção de seus textos na ação americana. O veículo recorre também a valores liberais, afirmando que os EUA em sua intervenção feriam os valores liberais que eles prometiam disseminar. Afirmavam que os EUA substituíram a justiça racional pela vingança e tortura. O jornal relacionou os EUA ao patrocínio de grupos terroristas e comportamento imperial que solapa as relações multilaterais. A oposição entre as duas empresas de informação foram comparadas permeando suas diferenças como a concepção de um futuro pacífico e liberal para Veja, e ao mesmo tempo um futuro violento e incerto para a Folha. Apesar das diferenças, a noção de liberdade construída pelas duas fontes se assemelham em sua fragilidade, pois a Veja confunde a liberdade pública com a liberdade privada enquanto a Folha de São Paulo se recorre à matemática do horror para criticar os EUA sem estabelecer uma crítica ao terrorismo a que Osama bin Laden se filiava.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2297
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