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Título: Potencial ornamental de espécies nativas de campo rupestre
Autor(es): Xavier, Nara Vanessa Fraga
Orientador(ra): Almeida, Elka Fabiana Aparecida
Fonseca, Rúbia Santos
Lima, Juliana Pinto de
Membro(s) Banca: Nunes, Claudineia Ferreira
Paiva, Patricia Duarte de Oliveira
Palavras-chave: Floricultura;Paisagismo;Cerrado
Área: Ciencias Biologicas
Subárea: Botanica
Data do documento: fev-2021
Resumo: Os jardins brasileiros são constituídos, em sua maioria, por plantas exóticas e em função disso, seu uso tem causado efeitos ambientais negativos. A substituição das plantas exóticas tem se tornado tendência no paisagismo atual e o recente interesse pelas plantas nativas está ligado às significativas funções que estas desempenham no ambiente bem como à necessidade de se conservar determinadas espécies. No campo rupestre do Cerrado ocorrem diversas espécies com alto grau estético, no entanto ainda pouco conhecidas e estudadas. Objetivou-se identificar e estudar espécies nativas no campo rupestre com atributos estéticos adequados ao uso no paisagismo. Foram realizadas expedições à campo e coletadas espécies nativas que apresentassem características ornamentais. Após a coleta, foram identificadas e classificadas quanto ao seu potencial de uso. Foram coletadas e inventariadas 146 espécies nativas, e selecionadas 62 para serem analisadas, abrangendo 33 famílias botânicas. As plantas descritas apresentam características nas flores, folhas ou caule que evidencia seu potencial ornamental, sendo que muitas são endêmicas e outras encontram-se ameaçadas de extinção. De acordo com o hábito de crescimento e as características estéticas apresentadas, as espécies estudadas apresentam potencial para diversos usos na floricultura e paisagismo como: flores e folhagens de corte e de vaso, jardim vertical, cobertura de pergolados, formação de bordaduras e maciços ou mesmo o uso isolado nos canteiros. Em decorrência das características botânicas e da abundância de micro habitats em que as plantas foram identificadas, verificou-se que grande número de espécies apresenta potencial para diversas estratégias no paisagismo, como jardins de baixa necessidade hídrica e jardins sensoriais por exemplo. Dessa forma, conclui-se que o campo rupestre é um ambiente com alta diversidade de espécies com potencial ornamental, o que implica na necessidade de pesquisas para domesticação das mesmas de forma criteriosa para incentivar a produção comercial e preservação, o que pode evitar a coleta extrativista.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/2220
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