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Título: Avaliação experimental dos efeitos moduladores do tratamento oral com Lactococcus lactis sobre a inflamação alérgica e alteração da microbiota intestinal desencadeados pela ingestão aguda de álcool
Autor(es): Athayde, Letícia Antunes
Orientador(ra): Andrade, Mariléia Chaves
Membro(s) Banca: Nobre, Sergio Nobre Avelino Mota
Menezes, Elytania Veiga
Almeida, Anna Christina
Martelli Júnior, Hércilio
Botelho, Ana Cristina de Carvalho
Palavras-chave: Etanol;Lactococus lactis;Inflamação alérgica;Microbiota intestinal
Área: Ciencias da Saude
Subárea: Saude Coletiva
Data do documento: 2016
Resumo: O consumo de álcool é capaz de desencadear efeitos inflamatórios no trato gastrointestinal interferindo com a homeostasia da mucosa e induzindo uma resposta inflamatória do tipo alérgica, apresentando níveis de IgE séricos elevados e níveis aumentados de interleucina (IL)4 na mucosa gástrica. Vários estudos têm demonstrado que o consumo excessivo de álcool altera a composição da microbiota intestinal em modelos de roedores e em seres humanos, causando perturbação da homeostase da microbiota. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos moduladores do tratamento oral com Lactococcus lactis sobre a inflamação alérgica e alteração da microbiota intestinal desencadeados pela ingestão aguda de álcool em camundongos. Durante quatro dias consecutivos, foi realizada a administração intragástrica de 0,2 mL de etanol 50% por animal ou solução salina, e vinte e quatro horas após a última administração, os animais receberam, em mamadeiras, Lactococcus lactis, caldo M17 ou somente água, durante dois dias consecutivos. Logo após o término do segundo dia do tratamento ad libitum, os animais foram sacrificados, e realizadas as coletas de sangue, estômago e intestino delgado, para análises imunológicas e histológicas, e coleta de estômago, intestino delgado e intestino grosso (cólon), para análises microbiológicas. Em relação às análises imunológicas e morfofuncionais, o tratamento com Lactococcus lactis foi capaz de restaurar a níveis basais a IgA secretória na mucosa gástrica, IgE total sérica, a produção de IL4 nas mucosas gástrica e intestinal e níveis de IL-10 na mucosa gástrica. Além disso, Lactococcus lactis reduziu a degeneração hepática provocada pelo etanol, os níveis de IL-10 na mucosa intestinal, e aumentou os níveis de IFN- na mucosa gástrica. Quanto as análises microbiológicas, a ingestão de etanol pelos animais provocou um desprendimento mais acentuado das Enterobacteriaceae da mucosa do estômago e intestino delgado e reduziu as populações de BAL presuntivas e de L. lactis presuntivo em todo TGI. O tratamento com L. lactis estimulou a diversificação das populações de Enterobacteriaceae em todo TGI, principalmente de espécies comensais. O presente estudo abre perspectivas para a utilização terapêutica de Lactococcus lactis no tratamento de processos inflamatórios alérgicos desencadeados pela ingestão aguda de álcool e na modulação bioterapêutica da microbiota intestinal, podendo ser uma estratégia promissora para reduzir as injurias induzidas pelo álcool.
URI: https://repositorio.unimontes.br/handle/1/744
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